Das festas de garagem aos grandes eventos: conheça o DJ Ita - Entretenimento

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Estrelas da Periferia28/09/2021 | 09h10Atualizada em 28/09/2021 | 09h12

Das festas de garagem aos grandes eventos: conheça o DJ Ita

Artista de Alvorada toca com nomes como Terminal 470, Guerreiro Poeta e Negra Jaque

Das festas de garagem aos grandes eventos: conheça o DJ Ita Marcos Dorneles / Divulgação/Divulgação
DJ Ita toca com grandes nomes da cena Hip Hop Foto: Marcos Dorneles / Divulgação / Divulgação

A música entrou cedo na vida de Itamar da Silva Machado, 35 anos. Aos 12, já acompanhava no rádio do pai seus primeiros ídolos do rap, como Racionais MC’s e MV Bill. Ao ganhar o próprio toca-fitas (febre dos anos 1990, para quem não conhece), o guri teve ainda mais contato com a cultura hip hop, paixão que segue forte no coração de DJ Ita, como é reconhecido hoje em dia.

– Virei público e simpatizante dessa cultura. Passou o tempo, comecei a frequentar alguns eventos, festas, e conheci os quatro elementos que existem dentro da cultura hip hop: rap, grafite, DJ’s e MC’s e street dance – conta.

Antes de se tornar profissional das picapes, Ita animava as baladas dos amigos:

– Toquei em muitas festas de garagem. Como eu sempre trabalhei com música, botava o som. Foi uma coisa que serviu para eu me interessar cada vez mais e descobrir que é uma profissão.

Entre os anos de 2012 e 2013, DJ Ita se uniu a Danny Fluxo, Total Atitude, Mr. Cout e Facção RS, entre outros, para formar o Coletivo Função D’Rua, que reunia representantes da cultura hip hop em Alvorada. O que era amador virou profissional para Ita:

– Dali em diante, eles me chamaram para trabalhar. Aí, me tornei o DJ do Terminal 470 e sou até hoje. 

Além do Terminal 470, DJ Ita fez parcerias com Guerreiro Poeta, Rahed e Negra Jaque. Levar música para as comunidades da Região Metropolitana e investir em trabalhos sociais nas periferias estão intrinsecamente ligados ao trabalho dessa turma. 

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Retomada

Ele conta que não ficou parado nos últimos meses. Por conta da pandemia, passou mais tempo em casa e aproveitou para participar de lives e trabalhar em mixtapes (compilação de músicas) do Terminal 470. Agora, celebra a retomada das atividades. 

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Pronto para a retomadaFoto: Marcos Dorneles / Divulgação

– Com a volta dos eventos, com a situação da pandemia um pouco melhor, tomando todos os cuidados, já temos eventos para outubro, novembro, com outros parceiros, como a Negra Jaque. A agenda está começando a se formar novamente – comemora.

O momento é de esperança e planos para o DJ de Alvorada:

– O que eu tenho em mente, como projeto de futuro, é continuar fazendo o que eu escolhi, poder trabalhar com música, com a cultura hip hop. Conseguir também alinhar ao basquete, que é uma coisa que eu também gosto desde pequeno.  

O sonho do menino Itamar virou realidade para o DJ Ita, que mantém a convicção de que a arte sempre vai ocupar o maior espaço em sua vida:

– Eu não me imagino não escutando música ou não trabalhando com música. Não me vejo fazendo outra coisa. Para mim, música é vida.

PITACO DE QUEM ENTENDE

Rafa, do grupo Rafuagi, já é fã do som de Ita e do Terminal 470:

– Terminal 470 é uma das melhores bandas de rap do Brasil. Consolidou-se, junto com a Alvo Cultural, pela boa música, excelência na produção e representatividade nas periferias.

AQUI, O ESPAÇO É TODO SEU!

/// Para participar da seção, mande um pequeno histórico da sua banda, dupla ou do seu trabalho solo, músicas, vídeos e um telefone de contato para jose.barros@diariogaucho.com.br.

/// Para falar com o DJ Ita, ligue para 98952-7110.

 
 
 
 
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