Conheça Joel Carlo, o sertanejo do momento no Rio Grande do Sul - Entretenimento

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Música27/11/2021 | 10h00Atualizada em 28/11/2021 | 16h13

Conheça Joel Carlo, o sertanejo do momento no Rio Grande do Sul

Cantor ganha destaque com números expressivos, fechou contrato com gravadora multinacional e prepara gravação de DVD

Conheça Joel Carlo, o sertanejo do momento no Rio Grande do Sul Divulgação / Warner Music/Warner Music
Hoje, Joel Carlo é um dos principais nomes sertanejos da região sul do país Foto: Divulgação / Warner Music / Warner Music

Quando se fala em música sertaneja no Rio Grande do Sul, ainda é de forma tímida, pois o Estado não tem tradição em revelar nomes do gênero, tendo em vista que artistas do nativismo e do rock sempre encontraram mais receptividade no mercado musical daqui. 

Porém, de alguns anos para cá, duplas e cantores sertanejos buscam mudar esse cenário. Um deles é Joel Carlo. Neste fim de semana, Retratos da Fama conta a história do artista, natural de Bento Gonçalves, que conquistou a gauchada com seu som, fechou contrato com uma gravadora multinacional, frequenta as listas das canções mais tocadas desde o começo de 2020, começa a chamar a atenção do resto do país e tem planos de gravar o quarto DVD da carreira em 2022.

Aposta da gravadora

Em maio, o mercado sertanejo, acostumado com nomes nacionais ponteando rankings de músicas mais tocadas e contratos com gravadoras, notou que um novo artista começava a brilhar no cenário. Joel Carlo, 38 anos, natural de Bento Gonçalves, foi anunciado como contratado da gravadora Warner, uma aposta que parecia ousada, já que não é comum revelar artistas sertanejos no Rio Grande do Sul. 

Porém, no material que distribuiu para a imprensa, na época, a gravadora tratava Joel como “um dos principais nomes da música nacional na região sul do Brasil, com uma trajetória musical crescente, três DVDs gravados e um dos cantores mais executados nas rádios do Rio Grande do Sul entre 2018 e 2021”. 


Início promissor

De origem humilde, Joel canta desde os cinco anos. Ainda pequeno, deixou o Rio Grande do Sul para viajar por diversos Estados. 

Com apenas 12 anos, conheceu seu primeiro empresário, com quem trabalhou por seis anos, cantando em churrascarias em São Paulo. Depois de algum tempo fora dos pagos, Joel voltou para o Estado no começo dos anos 2000 (hoje, ele mora em Portão), quando começou uma trajetória de sucesso como vocalista de bandas de baile. 

Rumo ao topo

Atualmente, como cantor sertanejo solo, dá os primeiros passos para ser reconhecido como um dos principais nomes do gênero na região sul do Brasil. 

Com o mais recente lançamento, Ciuminho, ele conseguiu a façanha de ser o único artista gaúcho a figurar na lista das cem músicas mais tocadas na lista da Crowley, empresa que monitora a execução das faixas em rádios de todo o país. Hoje, está na posição 95ª, à frente de nomes como Justin Bieber e Shakira. Na lista de Porto Alegre, aparece em 39º lugar. 

- Aprendi todos os ritmos e estilos. Com a maturidade, escolhi seguir o sertanejo - afirma Joel.

Com a retomada dos shows, Joel está com a agenda lotada nas sextas e nos sábados, até o fim do ano. Em 2022, restam poucas datas. E um dos grandes momentos de sua carreira deve ocorrer no ano que vem, quando gravará um DVD com participação de três duplas sertanejas de expressão. 

Na batalha desde cedo

flor da serra, como joel carlo como vocalista. <!-- NICAID(11257655) -->
Integrou o grupo Flor da SerraFoto: Divulgação / Divulgação

Cheio de peculiaridades quando o assunto é música e cultura, o Rio Grande do Sul tem um gênero musical para chamar só do seu: o baile ou bandinha, dependendo da região do Estado. Desde o começo do século passado, quando um dos grupos precursores surgiu no Estado, o Flor da Serra, em 1921, o ritmo mobiliza multidões por aqui, misturando sonoridades típicas das regiões colonizadas por imigrantes alemães e italianos. No começo, a maior parte das bandas apostava no instrumental. Com o passar do tempo, muitas viraram as bandas de baile, tocando música sertaneja, forró e o que mais estivesse em evidência. 

Foi em uma dessas, a SuperProdução, em 2005, que Joel começou a chamar atenção do meio musical local - durante 13 anos, ele integrou bandas de baile. Depois, fez parte de Tchê Barbaridade, Champion, Musical San Francisco, o grupo Flor da Serra, um dos mais antigos do Estado em atividade, e De Corpo e Alma. Em 2016, deu início à carreira solo.

- Essas bandas de baile foram fundamentais na minha trajetória, fortaleceram o Joel Carlo enquanto cantor, enquanto intérprete. Quem toca ou canta em bandas de baile, sabe o quanto esse mercado é difícil, tem que batalhar muito. Costumo dizer que a gente vai se adaptando, tipo um camaleão. Isso ajuda muito a superar outras dificuldades. Fiz grandes amigos, aprendi muito e sou muito grato ao movimento do mundo das bandas de baile - elogia Joel. 

Apesar da pandemia, muito trabalho

Em março de 2020, a pandemia de coronavírus afetou o mundo inteiro e, com o cancelamento de shows e eventos, atingiu a classe artística em cheio. Dois meses antes, em janeiro daquele ano, Joel Carlo estava em Goiânia, Goiás, considerada a atual capital do sertanejo no país, para buscar inspiração para compor um dos seus hits, Beber, Beijar, cujo clipe já tem mais de 700 mil visualizações no YouTube. Poucos meses depois, com a pandemia já em curso, o gaúcho foi se aconselhar com Blener Maycom, produtor que trabalha com Felipe Araújo e que estava produzindo as canções de Joel naquele momento. 

- Perguntei para ele: "Mano, o que vamos fazer agora?". Ele me disse: "Se eu fosse você, trabalharia muito forte na pandemia, pois acredito que a maior parte dos artistas vai parar de trabalhar, pois estará sem receita para investir". Entendi aquilo como uma mensagem importante. Com muito trabalho e dedicação, conseguimos um destaque no cenário musical. Acreditei muito no que ele me passou, foi uma das razões para que conseguisse destaque com meu trabalho, na pandemia. Junto com minha equipe, conseguimos nos destacar muito - celebra o cantor.

Desde o começo da pandemia, Joel lançou cinco faixas: Coach Solidão (721 mil visualizações no YouTube), Você Mudou (1,1 milhão), Beber, Beijar (795 mil), Roma (1,3 milhão) e Ciuminho (1,4 milhão). 

"Sempre quis valorizar o meu Estado"

Por áudio de WhatsApp, de Santa Catarina, onde estava visitando rádios para divulgar seu trabalho, Joel falou com o DG. Confira.

Como avalia o seu atual momento?

É um momento muito especial, ímpar, ganhando destaque fora do Rio Grande do Sul. Este momento me deixa muito honrado e muito feliz, é uma bênção. 

De uns anos para cá, o sertanejo conseguiu ter mais força no Rio Grande do Sul, mas nem sempre foi assim. Como acha que contribui para que outros sigam este caminho?

Considero muito mérito da minha equipe, da minha gravadora, que acreditou em mim. Mas, o que me ajudou a tornar isso realidade foi o meu pensamento. Sempre acreditei que se você fizer música boa, será notado. E, hoje, o sertanejo é a nova MPB, é o gênero mais popular do país. Dei voos altos, mérito de quem acreditou em mim. Sempre quis valorizar o meu Estado, a música sertaneja de qualidade feita aqui.

E o Joel fora dos palcos, da estrada, quem é?

Sou um cara simples, com uma base humilde, minha família é toda de Bento Gonçalves. Atualmente, moro em Portão. Me considero simples, batalhador, sonhador, amante das coisas boas, da música, da natureza, sou amigo dos meus amigos. Acredito muito nas pessoas, na verdade e no trabalho. 

E nas horas de folga? 

Cara, gosto muito de ficar em casa, sou religioso, vou na igreja, gosto de estar com minha esposa (Luci), meu filho (Juan), minha mãe (Alvina). E gosto de esportes, jogar vôlei de areia, futebol, correr. E, claro, uma resenha, com uma carninha, um “gelinho”, ninguém é de ferro, né (risos)!?

Joel Carlo, Joel Carlo e o filho, juan carlo. <!-- NICAID(14951319) -->
Com o filho, JuanFoto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal


joel carlo e a esposa, luci. <!-- NICAID(14951337) -->
Com a esposa, LuciFoto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal






 
 
 
 
 
 
 
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