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Falando de Sexo18/01/2022 | 15h05Atualizada em 18/01/2022 | 15h05

Por que está tão difícil começar uma relação séria?

Hoje em dia, as aproximações afetivas tomaram outro caminho

Por que está tão difícil começar uma relação séria? Reprodução / Reprodução/Reprodução
Foto: Reprodução / Reprodução / Reprodução
Andrea Alves e Lucia Pesca

O que está acontecendo com os relacionamentos? Parece que as pessoas só querem sexo casual hoje em dia.

A possibilidade de múltiplas parcerias (sucessivas e até simultâneas) tornou as pessoas mais experientes, porém nem sempre mais satisfeitas. Isso ocorre porque os relacionamentos mudaram drasticamente de perfil a partir da década de 1970: se eram baseados na expectativa de intimidade, cumplicidade, fidelidade e estabilidade, passaram a priorizar autonomia, diversidade, experimentação e independência.

O namoro foi, portanto, substituído pelo "ficar". A sequência "flerte, envolvimento, vínculo", característica dos anos 1950 e 1960, deu lugar ao descompromisso e à provisoriedade da modernidade líquida dos nossos dias, conceito desenvolvido pelo sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman (1925 – 2017).

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Sem objetivo de casar e procriar, é natural que o sexo se desvinculasse do afeto, como foi para quatro em cada 10 mulheres brasileiras de todas as idades no início dos anos 2000, segundo pesquisas. Chegando a cinco ou seis em 10, uma década depois, quase se equiparando aos três quartos dos homens (não a totalidade deles!) que eram – e continuaram sendo, na mesma proporção – adeptos do sexo pelo sexo.

Sim, querida leitora, as aproximações afetivas tomaram outro caminho. Porém, isso não quer dizer que não há exceções.

 
 
 
 
 
 
 
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