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Na RBS TV07/02/2022 | 11h18Atualizada em 07/02/2022 | 11h19

Nova novela das seis, "Além da Ilusão" estreia com trama sobre amor e luta por justiça

Folhetim de Alessandra Poggi é protagonizado por Larissa Manoela e Rafael Vitti

Nova novela das seis, "Além da Ilusão" estreia com trama sobre amor e luta por justiça Mauricio Fidalgo / Globo / Divulgação/Globo / Divulgação
Atores vivem amor proibido na trama de "Além da Ilusão" Foto: Mauricio Fidalgo / Globo / Divulgação / Globo / Divulgação

Romance e luta por justiça são os dois pilares de Além da Ilusão, novela que estreia hoje na RBS TV, na faixa das 18h. Substituindo Nos Tempos do Imperador, ambientada de 1850 a 1870, o novo folhetim dá um salto temporal e desembarca no Brasil das décadas de 1930 e 1940, marcado pelo incipiente processo de industrialização, pela luta das mulheres por direitos e pelos impactos da Segunda Guerra Mundial. É nesse período efervescente que a autora Alessandra Poggi encontra o pano de fundo para contar a história de um amor improvável, proibido e transgressor: o de Davi (Rafael Vitti) e Isadora (Sofia Budke/Larissa Manoela). 

O primeiro encontro dos dois ocorre na década de 1930, na curta primeira fase da trama. Isadora, ainda criança, encanta-se com os truques de mágica do ilusionista Davi, e ele se apaixona perdidamente pela irmã mais velha dela, Elisa – interpretada também por Larissa Manoela, que depois dará vida a Isadora na idade adulta. É recíproco. Enamorada, Elisa vai contra as proibições do pai, Matias (Antonio Calloni), e decide viver sua história de amor. Mas a felicidade dos dois dura pouquíssimo.

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O trágico assassinato de Elisa marca a virada para a segunda fase, ambientada nos anos 1940. Davi é acusado injustamente pelo pai da amada e passa 10 anos preso, enquanto Isadora cresce e assombra pela semelhança com a irmã falecida, da qual pouco consegue se lembrar. E tampouco se recorda do mágico que conheceu na infância.

Quando os dois se reencontram após Davi fugir da prisão e assumir nova identidade, ele se assusta por Isadora lembrar tanto Elisa, mas a paixão mútua não demora a nascer. 

Amando agora a outra irmã, o personagem de Vitti tem no sentimento um obstáculo para seus planos de buscar justiça. Já Isadora, que é noiva de Joaquim (Danilo Mesquita) por arranjo da família, mas tem na carreira profissional seu maior sonho, reluta em entregar-se ao que sente.

— A gente fala sobre uma menina que cresceu com a dor de ter perdido a irmã, algo que a deixou fragilizada mas, ao mesmo tempo, muito forte para viver o seu objetivo. Ela acaba não acreditando no amor, tendo em vista que a Elisa se entregou e acabou tendo um fim trágico. Quando o Davi aparece, ela começa a descobrir esse sentimento dentro dela — explica a intérprete Larissa Manoela. 

— Eles se apaixonam porque compartilham valores, o que faz um admirar o outro. Aos poucos, com a convivência, vão descobrindo que se amam. E é bonito porque a Isadora acha que, em algum lugar, é a Elisa quem está permitindo que esse amor aconteça — completa Rafael Vitti.

Vilões

Se nos primeiros capítulos da trama as coisas não foram fáceis para Davi e Elisa, tampouco serão na história dele com Isadora, que se estende até o fim da trama. Os protagonistas precisarão lidar com os julgamentos sobre a relação, os desmandos do pai da menina e, sobretudo, as armações de Joaquim e da mãe dele, Úrsula, interpretada por Bárbara Paz. A personagem da gaúcha vê no filho a chance de alcançar uma vida melhor. 

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— A Úrsula vai construindo esse menino desde pequeno para se tornar um cara do mal, arrogante, um cara que passa por cima das pessoas. E acima de tudo um machista — adianta a gaúcha. — Mas ela não é somente uma vilã, é um ser humano tentando conquistar o que quer. E o que ela quer é muito, muito mais do que ela tem — completa. 

Narrando uma história de amor tipicamente folhetinesca a partir de arquétipos bem definidos de mocinhos e vilões, Além da Ilusão almeja resgatar a essência do gênero que há 70 anos fixa os brasileiros em frente à televisão. É “uma novela que não tem medo de ser novela”, como define o diretor artístico Luiz Henrique Rios:

— A autora trabalha um registro muito interessante que é imaginar o clichê não como algo repetido e velho, mas como algo próximo. Essa é uma novela que deseja ser novela. A gente foi buscar um lugar de onde conseguíssemos trazer uma interpretação moderna mas, ao mesmo tempo, tivéssemos dentro da estrutura narrativa esse desejo de ser novela.

 
 
 
 
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