Cantora que obteve liminar para impedir Maiara e Maraisa de usar o nome "As Patroas" recebe ameaças de fãs da dupla - Entretenimento

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Ofensas na web15/06/2022 | 08h48Atualizada em 15/06/2022 | 08h49

Cantora que obteve liminar para impedir Maiara e Maraisa de usar o nome "As Patroas" recebe ameaças de fãs da dupla

Daisy Soares contou que está com medo de ser alvo de retaliações em seus shows e que um contratante já foi intimidado

Cantora que obteve liminar para impedir Maiara e Maraisa de usar o nome "As Patroas" recebe ameaças de fãs da dupla Reprodução Instagram / @maiaraemaraisa/@maiaraemaraisa
Maiara e Maraisa pretendiam seguir com o projeto As Patroas, que começou com uma parceria com Marília Mendonça Foto: Reprodução Instagram / @maiaraemaraisa / @maiaraemaraisa
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A cantora Daisy Soares, que obteve uma liminar na Justiça impedindo que Maiara e Maraisa usem o nome "As Patroas" (projeto da dupla com Marília Mendonça) em 8 de junho, vem sendo atacada nas redes sociais por fãs das sertanejas. Daisy alega que tem o registro do nome A Patroa, sua banda de forró desde 2013, com registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) desde 2017.

A vocalista contou que recebeu ofensas como "tinha que ser baiana" e "ai se eu te encontro na rua". As informações são do jornal O Globo.

— Semana passada, tínhamos um show no shopping e os fãs ligaram para lá, começaram a ameaçar o shopping e a dizer para cancelar nosso show. O contratante me ligou desesperado para saber o que aconteceu e eu fiquei com medo de ter meus shows cancelados por conta das ameaças dos fãs. Eles estão furiosos, achando que eu estou as impedindo de usar uma marca que é delas. Eles dizem: "Não adianta colocar na Justiça porque você nunca vai ser patroa" — revela Daisy.

A cantora disse que está com medo de ser alvo de retaliação durante as apresentações da banda. Ela explicou que vem tentando resolver a situação desde 2020, quando soube da tentativa do empresário de Maiara e Maraisa e de Marília Mendonça de registrar a marca, inclusive utilizando a mesma fonte do logotipo e cor. De acordo com Daisy, uma reunião foi realizada no último 28 de outubro (dias antes da morte de Marília), na tentativa de que as partes chegassem a um acordo. Marília teria admitido que a marca é da baiana e se demonstrou disposta a resolver a questão.

— Eles sugeriram um apadrinhamento. Falaram: "Vamos fazer uma parceria, quem sabe um feat". Tinha uma pressa muito grande para que eu assinasse e passasse o nome para eles, mas a nível de concreto, assinado, como seria essa parceria, não chegou para mim. Eu pedia uma proposta e eles ficavam me perguntando o que eu queria. Como se eu pudesse mensurar algo que para mim é tão importante. Não é sobre dinheiro. Não era minha intenção vender minha marca — conta.

Em relação à liminar, a empresa Work Show, que representa a dupla Maiara e Maraisa, afirmou, em nota, que "não foi citada e/ou intimada da referida decisão e não tem acesso ao processo". Segundo o comunicado, assinado pelo advogado Maurício Vieira de Carvalho Filho, a dupla é titular da marca "Festa das Patroas" desde 13 de outubro de 2015, junto ao INPI. "Toda e qualquer questão jurídica será devidamente tratada no processo em questão, tão logo as partes sejam citadas e intimadas a se manifestar", conclui.

Na decisão de 8 de junho, o juiz substituto Argemiro de Azevedo Dutra decidiu a favor de Daisy sob pena de multa de R$ 100 mil por cada transgressão:

"Determino que as rés se abstenham de utilizarem, a qualquer pretexto, a marca registrada de titularidade da autora 'A Patroa', seja na forma singular ou plural, em quaisquer serviços, produtos comercializados, publicidades, por meio físico ou virtual (...)", determinou o magistrado.

 
 
 
 
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