Esclerose múltipla: entenda os sintomas e os tratamentos da doença diagnosticada em Guta Stresser - Entretenimento

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Autoimune21/06/2022 | 09h26Atualizada em 21/06/2022 | 09h27

Esclerose múltipla: entenda os sintomas e os tratamentos da doença diagnosticada em Guta Stresser

Condição atinge principalmente adultos jovens, na faixa etária entre 20 anos e 50 anos, e compromete o sistema nervoso central

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Guta Stresser, 49 anos, conhecida pela personagem Bebel em A Grande Família, foi diagnosticada com esclerose múltipla (EM). A atriz revelou, em entrevista à revista Veja, que  os primeiros sintomas surgiram em 2020, quando ela participava do quadro Dança dos Famosos, no Domingão do Faustão. Na época, ela começou a notar falhas na memória.  Outros sintomas, como formigamento nos pés e nas mãos, enxaquecas e variações de humor surgiram, além de um zumbido constante no ouvido.

 A esclerose múltipla é caracterizada pela inflamação em uma espécie de capa que recobre neurônios no cérebro e na medula espinhal, provocada pelo próprio sistema imunológico — portanto, é uma doença autoimune. Por ser também degenerativa, o progresso pode debilitar o paciente e provocar quadros de infecções, mesmo que não haja novos surtos.

A doença atinge principalmente adultos jovens, na faixa etária entre 20 anos e 50 anos, e compromete o sistema nervoso central. As consequências para os pacientes podem incluir alterações na visão, no equilíbrio e na capacidade muscular, segundo o Ministério da Saúde.

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— A origem é a pergunta de R$ 1 milhão — comenta o médico neurologista Tobias Gaviraghi, do Hospital Pompéia, de Caxias do Sul. — Não se sabe o que causa a esclerose múltipla. Sabe-se que pode estar associada a infecções na infância, a alguma carga genética, mas é uma somatória de fatores. Trata-se de uma doença multifatorial, sendo que a gravidade varia muito de pessoa para pessoa.

Chegar ao diagnóstico "é um quebra-cabeças", define Gaviraghi:

— Não há um exame diagnóstico que vá determinar sim ou não. Juntam-se dados da história clínica e do exame neurológico do paciente, do exame do líquido cérebro-espinhal e da ressonância magnética, que é um dos grandes pilares no diagnóstico. Com isso em mãos, tentamos, através de critérios, determinar se o paciente apresenta ou não EM.

Estima-se que, no mundo, haja 2,8 milhões de pessoas com esclerose múltipla, sendo cerca de 40 mil no Brasil (1,3 mil no RS). Os tratamentos, diz o neurologista, têm como objetivo reduzir os episódios de exacerbação da doença e também evitar a sua progressão:

— Como as demais doenças neurológicas, quando a EM progride muito, ela vai levar a uma maior dificuldade de mobilidade, de deglutição, de interação, e isso, na maior parte das vezes, vai ocasionar alguma infecção, principalmente pulmonar, e a infecção pode levar a pessoa ao óbito. Mas é muito raro que um surto de EM leve ao óbito.

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Gaviraghi diz que, atualmente, a EM "é uma doença crônica tratável":

— É claro que ninguém gosta de receber esse diagnóstico, mas, quando a gente fala em EM no consultório, a pessoa tende logo a achar que está recebendo uma sentença de que irá viver numa cadeira de rodas ou numa cama, ou que irá sofrer de um quadro demencial, que em seis meses estará inválida. Mas em grande parte dos casos, as pessoas conseguem desempenhar as funções que desempenhavam antes. Com a progressão da doença, podem surgir limitações, necessidade de adaptação, mas que não irão impedir que a pessoa tenha qualidade de vida, desde que siga com o tratamento adequado e todas as terapias que forem necessárias (como fisioterapia, psicoterapia, terapia ocupacional etc).

 
 
 
 
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