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Estrelas da Periferia28/06/2022 | 10h06Atualizada em 28/06/2022 | 10h06

No repertório, homenagem para a rainha da sofrência

Giane Cortopassi, que já foi backing vocal de bandas locais, lança sua primeira canção autoral, um tributo a Marília Mendonça.

No repertório, homenagem para a rainha da sofrência Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Agora, em carreira solo Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Depois de dois anos como backing vocal de Rodrigo Ferrari, nome importante do sertanejo gaúcho, e outros dois anos cantando em bandas de pagode, Giane Cortopassi, 33 anos, resolveu mudar de ares. Em 2018, ela lembra, decidiu que era hora de correr atrás do seu sonho: ser cantora solo. Porém, não sabia por onde começar. 

- Naquele momento, passei a fazer participações em shows de cantores excelentes aqui da região, que me ajudaram muito na época, me abriram as portas dos seus shows, me deram muitas oportunidades - lembra Giane, moradora do bairro Teresópolis, zona sul da Capital. 

Em 2019, ela conta que "queria fazer o projeto acontecer e não sabia como", até que apareceu um "anjo" em sua vida: o músico Eli Lopes. Eles passaram a fazer trabalhos juntos, vídeos para divulgação e, assim, começaram a aparecer os primeiros shows, em formato acústico, com versões de sucessos da música sertaneja nacional. 

- Fizemos alguma coisa ainda em 2019. De 2020 até o meio de 2021, ficamos entre lives e vídeos, já que estávamos no auge da pandemia. Porém, da metade de 2021 em diante, voltamos com tudo para os shows e, aos poucos, fui me inserindo nas festas e bares da cidade, em eventos particulares e casamentos também. Há dois meses, não trabalhamos mais juntos, mas considero o Eli como um irmão, que me ajudou quando eu mais precisava - comenta Giane. 

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Virada de chave

Em novembro de 2021, a morte precoce de Marília Mendonça mexeu com a rotina de Giane, uma fã da eterna rainha da sofrência. 

- Eu fiquei muito triste, mal mesmo, parecia que ela era da minha família. Acho que todos, de alguma forma, sentem a ausência dela até hoje. No final de semana (seguinte à morte de Marília), tinha shows para fazer. As pessoas pediram para que eu cantasse as músicas dela. Eu tinha canções da Marília no meu repertório, então disse para todos que iria cantar chorando, mas que cantaria. E foi o que aconteceu: chorei ao cantar. Fiquei realmente muito triste com a partida dela - afirma.

Pois foi o momento triste que fez com que a trajetória de Giane mudasse de rumo: 

- Um dia, percebi que as frases que vinham na minha cabeça, na verdade, formavam uma música, mas eu nunca havia composto uma frase sequer. Levantei, fui para a sala e comecei a fazer áudios no celular, com as frases já na melodia. Demorei algumas horas, mas finalizei a canção.

E, claro, o nome de sua primeira música autoral não poderia ser outro: Marília, uma homenagem à artista, referência para Giane e para boa parte dos sertanejos do país. A faixa será lançada nas plataformas digitais no dia 10 de julho.

- O propósito maior é levar para os fãs da Marília, assim como eu, uma música que traga os sentimentos à tona. Fiz essa música com todo o meu amor. É amor transformado em palavras - celebra. 

Hoje, Giane ainda faz shows acústicos, mas, em breve, pretende pegar a estrada e se apresentar com uma banda completa. 

Pitaco de Quem Entende

Vanessa Uflacker, da dupla com Claus, fala sobre o trabalho da cantora:

- Parabéns, Giane! Som leve, de qualidade, com letras que as pessoas querem ouvir! Violão e voz casam bem.

Aqui, o espaço é todo seu:

- Para participar da seção, mande um pequeno histórico da sua banda, dupla ou do seu trabalho solo, músicas, vídeos e um telefone de contato para jose.barros@diariogaucho.com.br.

- Para falar com Giane, ligue para 99324-2033.

 
 
 
 
 
 
 
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