Atriz Lorena Comparato revela ter sofrido assédio dentro da família: "Era mascarado como carinho" - Entretenimento

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Trauma07/07/2022 | 09h20Atualizada em 07/07/2022 | 09h21

Atriz Lorena Comparato revela ter sofrido assédio dentro da família: "Era mascarado como carinho"

Em entrevista, artista contou que só recentemente se deu conta do que havia passado

Atriz Lorena Comparato revela ter sofrido assédio dentro da família: "Era mascarado como carinho" @lorenacomparato Instagram / Reprodução/Reprodução
"O que vivi foi uma pessoa que, durante muitos anos da minha vida, sempre passou a mão em mim", contou Lorena Comparato Foto: @lorenacomparato Instagram / Reprodução / Reprodução

A atriz Lorena Comparato, 32 anos, revelou ter sofrido assédio dentro da família em entrevista à revista Marie Claire publicada nesta quarta-feira (6). Ela relatou que, ainda que o abuso tenha ocorrido quando era mais nova, sem revelar a idade exata, foi só recentemente que ela se deu conta do que havia passado.  

— O que eu vivi foi uma pessoa que, durante muitos anos da minha vida, começou muito jovem, sempre passou a mão em mim. Passava a mão, pedia para ver meu corpo. Eu não sabia que isso era assédio, nunca soube. Era mascarado como carinho, mesmo eu não gostando e dizendo não. Foi há pouco tempo, durante a pandemia, que essa ficha caiu. E quem me ajudou muito foram as minhas amigas — contou à publicação. 

Falar abertamente sobre o assunto ainda é um desafio para ela. 

— Eu começo a tremer, meu coração está batendo forte, parece que estou cometendo um crime de falar isso para você. E eu não estou cometendo um crime. Eu faço um tratamento há muitos anos já, tive vários tipos de terapias, que me fizeram chegar agora e conseguir falar — explicou.

Na conversa, Lorena também relatou que decidiu se afastar do familiar que a assediou e que seus pais sabem do fato, que "foi muito difícil para eles".

 — Muitas coisas da minha vida foram contaminadas, inclusive a minha vida sexual. Estou em tratamento intenso para não permitir que isso aconteça, que invada minha vida de uma forma tão nefasta. Virou quase que minha meta ser feliz, passar por cima disso.

— Não quero viver num lugar de vítima que a sociedade insiste em nos colocar. De frágil, coitadinha. Eu quero ser sobrevivente, eu quero falar desse assunto. Mas também acho uma dificuldade falar contra uma pessoa da sua família. Um homem mais velho. Ou você falar contra um diretor, um produtor. Seu pai, seu padrasto. De uma figura mais poderosa. Porque em muitos lugares, crianças, adolescentes e jovens denunciam esse tipo de assédio e as pessoas em volta não acreditam, ficam na dúvida. Acham que a criança está mentindo, que aquilo foi uma brincadeira —  concluiu.

 
 
 
 
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