Michele Vaz Pradella: "As melhores entrevistas que eu nunca dei" - Entretenimento

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Luto05/08/2022 | 11h32Atualizada em 05/08/2022 | 15h12

Michele Vaz Pradella: "As melhores entrevistas que eu nunca dei"

Na minha imaginação, conversei muitas vezes com Jô Soares, que nos deixou nesta sexta-feira

Michele Vaz Pradella: "As melhores entrevistas que eu nunca dei" Zé Paulo Cardeal / TV Globo/TV Globo
"Beijo, Jô!" Foto: Zé Paulo Cardeal / TV Globo / TV Globo

Fui muitas vezes ao Programa do Jô. Bebia na famosa caneca, contava sobre minha vida e dos planos para o futuro e, ao final, dava um "beijo no Gordo". Tudo isso na minha imaginação, é claro. Enquanto a maioria das crianças brincava de escolinha, esconde-esconde, policia e ladrão, eu conversava com o Jô. E falava, falava, falava, sonhando que um dia eu sentaria naquele sofá, ao lado dele. Vivemos na ilusão de que os ídolos são eternos, mas infelizmente, não são. 

Não cheguei a acompanhar o Jô humorista, mas cresci ouvindo bordões eternizados por ele. Nascida em uma família que "morava" diante da televisão, personagens como Capitão Gay, Reizinho e Irmão Carmelo fizeram parte do meu imaginário, e até hoje ouço (e digo, sem perceber) bordões como "casa, separa, casa, separa", "bocão!", entre outros. Personagens que só cheguei a assistir em reprises ou em trechos do Video Show eram como velhos conhecidos para mim.

Já adulta, passei a acompanhar mais seguidamente às entrevistas, dormia tarde e guardava os melhores momentos na memória afetiva. Na mesma época, conheci o Jô escritor, uma grata surpresa ver como ele brincava com as palavras com a mesma maestria que criava bordões e personagens na TV.

Pensando bem, ídolos são eternos, sim. Jô Soares nos deixou tantas boas lembranças, criações e um legado inigualável, que se perpetuará ainda por muitas gerações. Pena eu não ter sentado de verdade ao lado dele, mas em sonhos, posso voltar aos nossos inesquecíveis bate-papos.

 
 
 
 
 
 
 
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