Copa 2014 - Liga dos Fanáticos



É festa!

Veja cinco motivos para assistir ao jogo entre Coreia do Sul e Argélia

As seleções se enfrentam neste domingo, às 16 horas no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre

22/06/2014 - 09h23min

Atualizada em: 22/06/2014 - 09h23min


Alessandra Noal
Alessandra Noal
Enviar E-mail
Luiz Armando Vaz / Agencia RBS
Os argelinos projetam presença maciça no Beira-Rio e vitória neste domingo

Coreia do Sul e Argélia estão distantes de ser potências do futebol. Mas engana-se quem acha que faltam motivos para curtir o encontro dessas duas seleções neste domingo, no Beira-Rio. O DG elencou cinco. Mas há dezenas. Afinal, não é todos os dias que temos Coreia do Sul x Argélia por aqui. Confere!

Confira a tabela completa do Mundial
Leia todas as notícias sobre a Copa de 2014

1.É um jogo de Copa
Tudo bem que Coreia do Sul e Argélia estão bem longe de serem potências do futebol. Com muito boa vontade, podemos dizer que se tratam de emergentes. E olhe lá. Mas é Copa do Mundo, gente. E jogo de Copa não se restringe ao futebol. Aliás, a bola é só um pretexto para que uma grande festa se instale no lado de fora do estádio. Haverá turistas, música, promoções de patrocinadores e um clima contagiante, de convergência e muita alegria. Portanto, desfrute.

2. Você descobrirá pra onde fica Meca
Os argelinos, como você sabe, são muçulmanos. Fazem parte, com países como Marrocos, Egito, Líbia,Tunísia e outros no norte da África, da porção do continente que segue Alá. Os jogadores muçulmanos,quando fazem um gol ou vencem um jogo, costumam se ajoelhar, encostar a cabeça e fazer sua oração voltados para Meca, cidade árabe onde está o principal santuário da religião. Assim deve acontecer neste domingo. A direção? Bom, nas mesquitas, há pontos que indicam para onde fica Meca. Na era dos smartphones, já há aplicativos que indicam até no voo a direção da cidade sagrada. O Hotel Deville, casa da seleção em Porto Alegre, destinou uma sala para que os integrantes da delegação façam as cinco orações diárias. Nas paredes, há indicações com a orientação geográfica de Meca. Embora cada um carregue sua bússola para que não haja erros.

3. Astros de Videogame
Alguns titulares das seleções que pisam no Beira-Rio neste domingo são figuras carimbadas de campeonatos europeus que passam na sua tevê. Caso dos argelinos Taider, da Inter, de Milão, Feghouli, parceiro de Jonas e Vargas no Valencia. Na reserva, há o atacante Slimani, destaque do Sporting no Campeonato Português. Entre os coreanos, os destaques são o meia Heung-Min, que fez o gol da classificação do Bayer Leverkusen à Liga dos Campeões e a dupla de ataque, Ja-Cheol, do Mainz-Ale e Park Chu-Young, do Watford-Ing.

4. Reencontrar as origens
Pilhado para o jogo, o sul-coreano Wonseak Shoi, 29 anos, gerente de marketing da Samsung no Panamá,está nervoso com o jogo. Aposta em 2 a 0 ou 2 a 1 sobre a Argélia. Gols de Son Heung-Min e Lee Chung.

- Vi o jogo contra a Rússia, dá para ganhar da Argélia, sim - disse Shoi, que voltou para o Panamá,em 2013, depois de trabalhar lá entre 2009 e 2011. Pela primeira vez vendo sua seleção numa Copa e na quarta vinda ao Brasil, Shoi aprendeu a gostar do país:

- Gosto da comida de vocês, da gente amável, das festas, das meninas lindas, do carnaval e da cervejada.

A Copa é como um carnaval de 30 dias.Para a comerciante do Centro de Porto Alegre Clara Son, 57 anos, a vinda da seleção sul-coreana marca um reencontro de 32 anos com suas raízes. Desde os 15 anos longe da Coreia do Sul, decidiu no mês passado que a chance de ver sua seleção ao vivo não deveria escapar. Mas os ingressos haviam se esgotado:

- Dá raiva, tentamos e não conseguimos. Quem iria querer ir no jogo da Coreia e Argélia? Se fosse do Brasil, Argentina... - lamenta.

Clara não perde a esperança. Mas tem o plano B. Ela e os três filhos almoçarão no salão de festas da Igreja Pompéia, onde serão servidas comidas típicas para mais de mil torcedores da comunidade coreana.

5. Para Ouvir o Som dos Argelinos
Os argelinos projetam presença maciça no Beira-Rio e vitória neste domingo. Um grupo de oito torcedores chegou à Capital na quinta-feira. Vindos de França, Canadá e Argélia, o grupo veio através da Associação dos Torcedores Argelinos da Europa, que segue a seleção nesta Copa. Na bagagem, trouxeram instrumentos musicais, camisetas, bandeiras, mantas, bonés, óculos e adereços do país. Essa é a segunda Copa deles - em 2010, foram à África do Sul. Presidido por Sofia Bewlmmane, 44 anos, a entidade compõe músicas para a seleção.

- Nos estádios, nossa mensagem é incentivar para se classificar, como aconteceu com a Costa Rica - aponta Sofia, representante comercial de uma empresa de comunicação na França, onde mora. Com a expectativa de contar com 4 mil argelinos no Beira-Rio, eles apostam em 1 a 0 sobre a Coreia do Sul e mostram-se otimistas com a classificação às oitavas de final.

Aliás, o fato de a Copa ser no Brasil serviu de motivação para que eles acompanhassem todos os jogos. Conforme Sofia, os argelinos têm um estilo de futebol parecido com o dos brasileiros, o que pode cativar os gaúchos presentes no estádio. E se a Argélia cair? Bom, aí a torcida, garantem, será pela nossa Seleção, por afinidade técnica.

Afora o estilo do futebol, o jornalista Arezki Sadat, 51 anos, destaca como motivos para a torcida brasileira pela Argélia as boas relações políticas, sociais, econômicas e históricas com o Brasil. Soma-se a isso, o apoio para que o Brasil ocupe uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU.


MAIS SOBRE

Últimas Notícias