Manual rápido para quebrar retrancas - Grêmio - Esporte - Diário Gaúcho

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17/08/2012 | 06h53

Manual rápido para quebrar retrancas

O Diário Gaúcho elencou alguns caminhos para o Grêmio não se emaranhar no bloqueio adversário

Manual rápido para quebrar retrancas Ricardo Duarte/Agencia RBS
Por cima, nem sempre dá certo Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS

O Grêmio está com dificuldades para desmanchar as retrancas montadas por adversários menos expressivos. Foi assim contra Sport, Bahia e, na quarta-feira, contra Portuguesa. No caso dos dois primeiros, o Grêmio "acordou" a tempo e garantiu a vitória. Na quarta, entretanto, o bloqueio da Lusa resistiu e venceu.

- Tem sido uma tônica, ninguém joga de igual para igual aqui - constatou Gilberto Silva.

Ficou a lição para este domingo, quando o Tricolor recebe o Figueirense, possivelmente com a mesma proposta de jogo. A partida tem um desafio a mais: o time catarinense nunca foi batido pelo gaúcho na era dos pontos corridos do Brasileirão. Até domingo, são três dias para encontrar a fórmula de furar retrancas. O Diário Gaúcho elencou quatro caminhos para não se emaranhar no bloqueio adversário.

Efetividade

Contra a Portuguesa, o Grêmio deu um banho de posse de bola. Teve 68% do tempo com ela nos pés, contra 32% dos paulistas. Na prática, só domínio não adiantou.

Faltou o time ser mais agudo, incisivo. A maior parte dos passes era lateral. Muito por causa da marcação adversária, os armadores poucas vezes promoveram a enfiada de bola para os atacantes, a jogada vertical. Pelos números, dá a impressão que o Tricolor atropelou a Lusa, mas, na verdade, foi a equipe de Geninho que teve mais efetividade.

- Temos que sair para o jogo. Tivemos oportunidades e não fizemos - analisou Elano.

Errar menos

O deslize do adversário é o trunfo do time que jogar fechadinho, na retranca. Na quarta, não foi diferente. A Portuguesa ficou só à espreita do erro. Foi assim no gol de Ananias, ainda no primeiro tempo. A zaga ficou desatenta, o arremesso lateral caiu no pé de Moisés, que cruzou para Ananias.

- A gente não pode dar os contra-ataques como demos. No começo do jogo, erramos bastante. Quando você erra, dá campo ao adversário. É normal, temos que lembrar que é uma equipe em formação. O time do Grêmio é vencedor, mas também comete erros - avaliou Elano.

Avançar os volantes

A inspiração pode até vir do Barcelona. Quando os volantes Xavi, Busquets e Iniesta passam e avançam, abrindo espaços, os marcadores adversários precisam correr mais. A movimentação é a única forma de se livrar da marcação.

Diante da Portuguesa, Fernando e Souza tiveram dificuldades para passar à frente da linha da bola e acabaram encurralados pela aproximação dos paulistas.

Lances individuais

Zé Roberto já havia alertado que no grupo gremista não há um jogador típico driblador, que sai em vantagem no um contra um. O futebol-arte, na verdade, não combina com o Grêmio, segundo o próprio Luxemburgo.

A equipe é a 16ª no Brasileirão no quesito dribles. Leandro é um dos que mais se enquadra nessa característica. Na quarta, o atacante foi uma das apostas de Luxa para chegar ao gol. Não deu, mas o garoto é um bom nome para a partida contra o Figueirense, na ausência de Kleber. Elano e Zé Roberto também refinam o lance.

A ginga e o jogo de cintura são armas eficientes para desmanchar a marcação cerrada. A bola alçada na área é quase uma loteria, ainda mais diante de um goleiro alto como Dida. E, no desespero, foi alternativa usada à exaustão contra a Lusa.

Ter muita paciência

Jogo no Olímpico cumpre o mesmo script. A torcida comparece em bom número à espera de espetáculo. Quando acontece algum desastre, a vaia já começa a ecoar nas arquibancadas.

- Não existe ganhar um jogo de 5 a 0. Tem de ter paciência e saber que os times vão se retrancar aqui. O que aconteceu (derrota para a Lusa) poderia ter acontecido diante de Sport e Bahia (vitórias por 3 a 1). A bola bate na trave e não entra. A derrota acontece - alertou Luxemburgo.

 

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