Grêmio



Substância proibida

STJD isenta ex-preparador do Grêmio de envolvimento em caso de doping na base

Tribunal arquiva inquérito e conclui que nem Diego Mello nem o clube tiveram responsabilidades

18/06/2013 - 21h21min

Atualizada em: 18/06/2013 - 21h21min


Diego Mello, ex-preparador do Grêmio, foi isento de responsabilidade pelo STJD em caso de doping

Ao arquivar o inquérito que apurava o caso de doping na base do Grêmio, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva isentou o ex-preparador físico do clube Diego Mello de responsabilidade no episódio.

Em 28 de novembro de 2012, quando o Vitória venceu o Grêmio por 1 a 0 pela Copa do Brasil sub-20, os jogadores Felipe Ferreira, 20 anos, e Matheus de Oliveira Silva, 19 anos, foram flagrados com methylhexaneamina, substância proibida que retarda a sensação de fadiga no organismo. Por conta disso, os dois atletas cumprem um ano de suspensão.

Por falta de evidências, o inquérito conduzido pelo relator Ronaldo Botelho Piacente - que ouviu atletas e membros da comissão técnica -, também livra o Grêmio de responsabilidade sobre o caso. A investigação iniciou após o clube atribuir ao então preparador físico toda a culpa pelo doping. Para Botelho, não há "prova de que a substância (...) foi ministrada por Diego Vieira Mello".

- As versões eram muito contraditórias. Cada um está falando uma coisa diferente. Em razão disso, o meu entendimento é que não havia qualquer prova contra o Diego e o clube - avalia Piacente.

Técnico Mabília se contradiz em declarações

O inquérito constatou divergências entre os depoimentos das testemunhas. O massagista Lucas da Silva Cruz, por exemplo, afirmou que os suplementos nutricionais dos atletas (nos quais a substância proibida poderia estar misturada) eram guardados em seu armário - e que somente ele próprio tinha a chave. Já o auxiliar de preparação física Emanuel Indrusiak de Freitas garantiu que a nutricionista, o médico e o massagista tinham acesso aos suplementos, que seriam retirados de um almoxarifado.

Percebe-se outra contradição ao comparar a declaração do técnico da equipe sub-20, Marcelo Mabília, à defesa do Grêmio com seu depoimento aos auditores do STJD. Primeiro, Mabília afirma que o comportamento do preparador físico foi "completamente estranho" após a derrota para o Vitória. Na segunda versão, sustenta que "não percebeu nenhum comportamento estranho de Diego após o jogo na Bahia".

Com as divergências, Piacente conclui no inquérito: "Diante do exposto, entendo não caracterizada a infração, e assim sendo, determino o arquivamento dos autos".


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