Cacalo: "Chegou o dia!" - Grêmio - Esporte - Diário Gaúcho

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Paixão tricolor29/11/2017 | 07h00Atualizada em 29/11/2017 | 07h00

Cacalo: "Chegou o dia!"

Finalmente é hora da grande final e de buscar o tri da América

Cacalo: "Chegou o dia!" Félix Zucco/Agencia RBS
Foto: Félix Zucco / Agencia RBS
Cacalo Silveira Martins
Cacalo Silveira Martins

cacalo@diariogaucho.com.br

Hoje não temos mais o que fazer a não ser nos preocuparmos com a grande final. Não adianta mais questionarmos escalação, sistema tático ou qualquer outro fato, na medida em que tudo tem sua hora e este momento de debates e opiniões já passou.

Apoio integral, seja presencial ou por pensamento, ou ainda por transmissão de energia positiva, é tudo o que podemos fazer pelos nossos atletas. São representantes de 8 milhões de pessoas que estarão vestindo a gloriosa camisa tricolor. Além do orgulho pessoal dos nossos profissionais, carregam consigo a esperança de um país, porque são representantes únicos do futebol brasileiro.

O Rio Grande do Sul transformou-se no legítimo integrante da Libertadores da América, a competição mais importante do continente, não só em nome das façanhas gaúchas, que servem de exemplo a toda a Terra, mas também envergando a bandeira verde-amarela em todo o seu fulgor. Porto Alegre vai parar nesta quarta-feira à noite, para que nossos atletas escrevam mais uma página gloriosa da história gremista. Estamos acreditando, respeitamos o adversário. Não há jogo jogado, mas a trajetória deste clube imortal nos leva a crer na conquista do tri da Libertadores.

Dificuldades de Libertadores

Falando desta incrível competição, volto a 1995, em que participei na condição de dirigente, embora coadjuvante, porque quem vence são os profissionais. Quando fui convidado pelo presidente Fábio Koff e assumi o departamento de futebol, em 1993, recebi a missão de ajudar o clube a conquistar o bi da Libertadores e o retorno à Tóquio, na época local da final do Mundial de Clubes.

Visto o momento que vivíamos, era uma tarefa árdua e ingrata. Mas não trabalhei sozinho. Fernando Pinto, de início, e depois Cesar Pacheco, foram os diretores de futebol que me acompanhavam com ideias adequadas e trabalho incessante, quase braçal. Pusemos mãos à obra.

Em 1993, fomos campeões estaduais. Em 1994, conquistamos a Copa do Brasil e nos classificamos para a Libertadores do ano seguinte. O trabalho estava começando. E vejam que naquela época não havia G-4 ou G-7. Enfim, habilitavam-se à competição sul-americana tão somente dois clubes por país, o campeão brasileiro e o campeão da Copa do Brasil do ano anterior.

Competência de Felipão

E lá estávamos nós, ao lado daquela seleção chamada Palmeiras. Para vencê-la, contávamos com a competência do grande Luiz Felipe Scolari. Para montarmos a equipe para 1995, tivemos de nos desfazer de grande jogadores de 94, com o objetivo de fazer caixa e trazer atletas também com perfil de campeões.

Muitos outros companheiros de direção trabalharam com afinco para ajudar na organização daquele elenco, contando sempre com o apoio irrestrito do presidente Fabio Koff. Felipão teve participação decisiva na formação do grupo.

Mescla de campeões e jovens

Saíram os expoentes Pingo e Agnaldo, e recursos adentraram o cofre do clube. Foram mantidos os campeões Danrlei, Roger, Carlos Miguel e Emerson, que veio a se lesionar, além de Luciano, Nildo e André Vieira. Minha memória fraca pode deixar alguém de fora, e peço desculpas. Arce, Rivarola, Adílson, Dinho, Luiz Carlos Goiano, Paulo Nunes, Jardel, Alexandre Gaúcho, Vagner Mancini, Gelson, Silvio, Magno, além de jovens que vinham da categoria de base, como Murilo, Jacques, Scheidt, Arilson, Carlos Alberto, ávidos por vitórias.

Era o perfil daqueles ganhadores. Foi um tempo de inesquecíveis lembranças. Já contávamos com o excepcional professor Paulo Paixão, um dos responsáveis pelas conquistas de 1993 em diante. Aquele elenco formou times extraordinários e vencedores em toda a sua extensão técnica, com garra, raça e dignificando a camisa tricolor. Mas o Grêmio não começou naquele ano, e nem terminou ali. Estamos novamente na final da Libertadores e vamos atrás do sonhado e inédito tricampeonato.

 

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