André Baibich: é prudente esperar mais antes de derramar elogios sobre Nico e Patrick - Grêmio - Esporte - Diário Gaúcho

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Opinião23/01/2018 | 07h00Atualizada em 23/01/2018 | 07h00

André Baibich: é prudente esperar mais antes de derramar elogios sobre Nico e Patrick

Em começo de temporada, calma tem de ser a palavra de ordem quando se faz qualquer diagnóstico sobre um jogador

André Baibich: é prudente esperar mais antes de derramar elogios sobre Nico e Patrick Ricardo Duarte/Inter, Divulgação/
Foto: Ricardo Duarte/Inter, Divulgação

Evidente que as atuações de Nico López e Patrick contra o Novo Hamburgo deixam Odair e o torcedor do Inter esperançosos. Mas no terreno de conclusões apressadas das redes sociais, o bom desempenho dos dois já causa um clamor para que sejam titulares, como se suas movimentações interessantes no Vale permitam traçar avaliações definitivas.

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Em começo de temporada, calma tem de ser a palavra de ordem quando se faz qualquer diagnóstico sobre um jogador. Nico tem trajetória de um talento que funciona em lampejos desde que chegou ao clube. Não se sabe se a boa performance do final de semana foi mais um deles ou o início de um crescimento mais sustentável. 

Sobre Patrick, sabe-se da boa temporada que fez no Sport. Mas o 2017 por lá, mais um bom jogo de Gauchão aqui, são suficientes para taxá-lo como um acerto da direção?

Complicado. Ao mesmo tempo em que é, por se tratar de uma competição menor, um terreno fértil para testes, o Gauchão carrega a armadilha do enfrentamento de nível mais baixo. O leão nos nossos campos pode se tornar gatinho quando cruza o Mampituba. 

Nico e Patrick, portanto, têm de repetir esses desempenhos com consistência antes de merecerem elogios tão demorados de torcida e imprensa.

RESULTADISMO 1 — A calma que vale para avaliar Nico e Patrick também tem de valer para compreender os resultados do time de transição do Grêmio. Não é possível que se façam críticas tão contundentes a uma equipe que está lá para dar rodagem a jogadores jovens. O Grêmio não pode se deixar levar pelo "resultadismo" e abandonar o planejamento de dar o devido descanso aos seus titulares. O calendário é exaustivo demais para que os principais jogadores do grupo se desgastem em uma competição de menor importância.

RESULTADISMO 2 — As cobranças se justificam menos ainda porque há valores que têm se destacado, caso de Matheus Henrique, Pepê e Lima. Há evidentes problemas defensivos, o que pode ser corrigido. Mas os resultados (apenas dois!) não podem guiar um clima de terra arrasada. Tudo que não pode acontecer com uma equipe alternativa é sofrer com o conhecido ciclo vicioso de críticas fortes, que geram dúvidas e, depois, mudanças de rumo apressadas e descabidas.


 
 
 
 
 
 
 
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