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Ao ataque27/03/2018 | 07h50

Mais ofensivo, Arthur vira opção de gols para o Grêmio

Volante iniciou a temporada 2018 com dois gols em quatro jogos disputados

Mais ofensivo, Arthur vira opção de gols para o Grêmio Lauro Alves/Agencia RBS
Contra o Avenida, Arthur fez seu primeiro jogo como titular na temporada Foto: Lauro Alves / Agencia RBS
Luís Henrique Benfica
Luís Henrique Benfica

luis.benfica@zerohora.com.br

Ao cumprir a orientação de Renato Portaluppi e pisar mais na área adversária, o volante Arthur deu o passo inicial para consagrar-se também no Barcelona, seu clube a partir de janeiro de 2019. Quem tem essa convicção é o ex-jogador Tinga, multicampeão por Grêmio e Inter, para quem o volante do Grêmio é o melhor jogador em atividade no país, condição que, a seu ver, irá se consolidar ainda mais quando passar a fazer gols com maior frequência.

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Volante em boa parte de sua carreira, Tinga, hoje executivo de futebol, dá um conselho bem-humorado a jogadores que atuam nessa posição:

— Vai para frente do cofre. Ali é que se ganha dinheiro.

O cofre, no caso, é a goleira adversária. Tinga explica que os marcadores costumam cuidar com mais atenção meias e atacantes, o que possibilita aos volantes surgirem de surpresa para arrematar. Ele aponta o brasileiro Paulinho, do Barcelona, como o volante que mais sabe tirar proveito dessa lição. Em vez de preocupar-se com posse de bola, trata de aproveitar o espaço livre, algo cada vez mais exigido na Europa.

— O mais difícil Arthur já faz, que é ter a bola sob controle. Na minha opinião, é o melhor jogador brasileiro. Faltava o que Renato viu, que é botar o pé na área. Se ele não fizer isso na Europa, vão cobrar — destaca Tinga, que diz ter feito, em sua carreira, mais gols como volante do que como meia.

Ex-volante do Atlético-MG, São Paulo Sampdoria e Roma-ITA e, claro, da Seleção Brasileira, Toninho Cerezo, também encanta-se com o futebol de Arthur. Diz que o futuro parceiro de Messi e Iniesta compensa a falta de estatura com o tempo de bola.

— Ele tem uma técnica maravilhosa. E quem diz que volante precisa ser alto? — indaga.

A exemplo de Tinga, Cerezo observa que os volantes sabem tirar proveito da marcação feita sobre atacantes para entrar na área adversária. Algo que é cobrado cada vez com mais insistência pelos analistas de desempenho dos clubes.

— São jogadores muito dotados fisicamente e com melhor leitura de jogo. Como, por vezes, os atacantes saem da área para fazer a jogada pelo lado, são eles que preenchem este espaço. É sempre bom ter um homem a mais chegando para chutar — afirma o ex-jogador, que também cita Elias, do Atlético-MG como volante com enorme vocação para fazer gol.

Com o gol marcado contra o Avenida, Arthur chegou a dois, a mesma marca de todo o ano passado. Com uma significativa diferença. Em 2017, atuou em 50 partidas. Neste ano, em decorrência da lesão no tornozelo esquerdo, só esteve em campo por 160 minutos, distribuídos em quatro partidas.

Atento às cobranças que sofrerá no Barcelona, ele usa os treinamentos para aprimorar as finalizações. Como a temporada recém se inicia, é possível prever que sua marca ainda irá subir muito.

— A gente sempre tem de melhorar, fazer coisas que não é do nosso domínio. Não vinha fazendo muito de pisar na área, mas me pediram para fazer isso e pude fazer o gol — comemora Arthur.

Volantes goleadores

Paulinho

8 gols pelo Barcelona e 12 pela Seleção Brasileira, atrás apenas de Neymar

Arturo Vidal - Bayern de Munique

12 gols em 2017
7 gols em 2018

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