Grande fase e alívio: como Paulo Victor e André viraram os personagens do título do Grêmio - Grêmio - Esporte - Diário Gaúcho

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Nos extremos do campo18/04/2019 | 08h44Atualizada em 18/04/2019 | 08h45

Grande fase e alívio: como Paulo Victor e André viraram os personagens do título do Grêmio

Goleiro pegou três pênaltis, enquanto o centroavante errou chute no tempo regulamentar, mas definiu a conquista nas cobranças

Grande fase e alívio: como Paulo Victor e André viraram os personagens do título do Grêmio André Ávila/Agencia RBS
Paulo Victor virou o grande nome do título tricolor Foto: André Ávila / Agencia RBS

Paulo Victor tinha uma missão difícil. Substituir Marcelo Grohe, o goleiro que ficou mais de uma década esperando uma chance no Grêmio, teve paciência e força para se firmar no time e cansar o ombro de erguer troféus, era um desafio e tanto para o jogador que veio da Turquia sob a desconfiança de nunca ter sido incontestável no Flamengo. Para piorar, neste início de 2019, carregava uma fama de chama-gol, dada até por gremistas. Basta uma passada em qualquer rede social — certamente não foram todas apagadas ainda.

Ora, chama-gol. Paulo Victor foi, na verdade, um chama-pênalti. De cinco cobranças do Inter, na final do Gauchão, três pararam em seus braços. Os canhotos Nico López e Cuesta e o destro Camilo ouviram o mais desagradável barulho que um cobrador pode ter: o da bola batendo no goleiro.

Fosse só isso, Paulo Victor já seria o personagem do jogo. Como seu antecessor, crescia nas cobranças de pênaltis. Mas teve mais.

Foi graças a ele que o Grêmio chegou à Arena em igualdade de placar com o Inter na decisão do Gauchão. No primeiro jogo, no Beira-Rio, o goleiro salvou três conclusões já de dentro da área. E quando não estava lá, contou com a sorte de o cabeceio de Patrick ir para fora. Na decisão, também brilhou: a ponta de seus dedos empurrou a bola cabeçada por Guerrero para a trave. Também impediu gols de Edenilson e Moledo.

Na outra ponta do campo, André reviveu, em pouco mais de meia hora, as duas sensações extremas do esporte. Quase como aqueles clichês de filmes americanos de superação. 

Aos 30 minutos, depois de um tempão parado, o jogo recomeçaria com o polêmico pênalti que marcou o Gre-Nal 420. E justamente estava em seus pés a chance de fazer o gol e encaminhar o título para o Grêmio. Ele olhou para Lomba, correu para a bola e, verdade seja dita, telegrafou o chute. Sabe aquele som que os colorados ouviram? André também. 

Daquela cobrança em diante, o centroavante deve ter sentido a Arena desabar sobre si. Era um mau momento do Grêmio, a entrada de Luan havia sido uma tentativa de remobilização do time e não funcionava. O Inter crescia. E nada de André se recuperar.

Os minutos se passaram, não chegavam oportunidades, o centroavante penava entre os zagueiros. E então Jean Pierre apitou o final da partida.

Bate daqui, bate de lá, faz daqui, erra de lá e Paulo Victor pegou a cobrança de Nico. A 10ª cobrança, quinta do Grêmio, ficou a cargo de André. 

Renato, em um momento de Silvio Santos, falou sobre eles:

— Ele é nosso melhor batedor. Falei na concentração que ele cobraria. No tempo normal, ele não fez. Nas cobranças, chamei e avisei que ele faria o gol do título. Disse ao Paulo Víctor qur ele entraria para a historia. Dei R$ 50 mil para ele de presente. Só não tenho esse dinheiro, presidente.

Romildo Bolzan pagará. Até porque, na frente e atrás, os dois extremos, enfim, decidiram o Gre-Nal.

 
 
 
 
 
 
 
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