Luciano Périco: a conversa que Renato Portaluppi precisa ter no Grêmio - Grêmio - Esporte - Diário Gaúcho

Versão mobile

 
 

Puxão de orelha04/08/2020 | 07h00Atualizada em 04/08/2020 | 07h00

Luciano Périco: a conversa que Renato Portaluppi precisa ter no Grêmio

Atuação contra o Novo Hamburgo deve servir de alerta para sacudir o vestiário antes do Gre-Nal decisivo

Luciano Périco: a conversa que Renato Portaluppi precisa ter no Grêmio Jefferson Botega/Agencia RBS
Técnico tricolor precisa lembrar ao garoto Jean Pyerre que qualidade técnica não é suficiente para ser um grande jogador Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS

É inegável a maior qualidade do Grêmio em relação ao Novo Hamburgo. Por isso, as dificuldades que a equipe tricolor demonstrou na partida de semifinal do Gauchão acenderam um sinal claro de que algumas coisas precisam ser corrigidas. 

Não há explicação para os apagões recorrentes do time gremista, quando o próprio Renato Portaluppi, com razão, critica o grupo usando termos como "nana nenê" ou "deu mole". Lutar contra a falta de concentração é um baita desafio para o Tricolor.

É preciso também ajustar o meio-campo do Grêmio. Não falo em trocar peças, mas uma mudança na movimentação. A excessiva troca de passes laterais na saída de bola empaca a equipe. Precisa de mais verticalidade.

Leia mais
Comentaristas opinam: quem chega melhor para o Gre-Nal 426?
Luciano comemora gol da classificação e projeta clássico: "Gre-Nal não se joga, se ganha"
Grêmio renova com Pepê até 2024, e novo contrato tem multa rescisória de quase R$ 1 bilhão

Voltar a escalação de três volantes não me parece a solução ideal. A figura do articulador é fundamental. E há ainda outro detalhe, talvez o mais importante: Jean Pyerre precisa se dar conta de que a sua qualidade técnica superior não é suficiente para ser um grande jogador.

Potencial, ele tem se sobra. Só que necessita estar mais ligado nas partidas, ajudar os parceiros de meio-campo nas tarefas de marcação. Certamente, Renato já puxou a orelha do guri. 

Na origem, Jean Pyerre era segundo volante. Por cacoete, pisa pouco na área. Como meia, tem de chegar mais próximo dos homens da frente. Tudo é questão de conversa e ajuste.

 
 
 
 
 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros