Luciano Périco: o baita desafio que Renato Portaluppi ainda tem pela frente no Grêmio  - Grêmio - Esporte - Diário Gaúcho

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Momento de transição31/10/2020 | 09h00Atualizada em 31/10/2020 | 09h00

Luciano Périco: o baita desafio que Renato Portaluppi ainda tem pela frente no Grêmio 

Desempenho apresentado pelo Tricolor em 2020 é inferior ao de temporadas anteriores

Luciano Périco: o baita desafio que Renato Portaluppi ainda tem pela frente no Grêmio  André Ávila/Agencia RBS
Treinador precisa reencontrar o futebol gremista que ficou pelo caminho Foto: André Ávila / Agencia RBS

O Grêmio de 2016 ganhou a Copa do Brasil com toda a autoridade. Sofreu, é verdade, contra o Athletico-PR nas oitavas de final, quando se classificou nos pênaltis. Mas faz parte. Depois eliminou o Palmeiras, empatando no Allianz Parque. Não tomou conhecimento do Cruzeiro, fazendo 2 a 0 no jogo de ida em Belo Horizonte. E por fim, conquistou o título já na partida de ida no Mineirão, com o 3 a 1 aplicando no Atlético-MG. Era uma equipe que o torcedor tinha confiança.

A mesma coisa dá para dizer sobre o time tricampeão da América em 2017. Na primeira fase, não tomou conhecimento dos adversários. Passou em primeiro, na chave que tinha Guarani-PAR, Deportes Iquique-CHI e Zamora-VEN. Nas oitavas, venceu o Godoy Cruz-ARG duas vezes. Depois eliminou o Botafogo com vitória por 1 a 0 na Arena. Definiu a parada da semifinal, já no jogo de ida, quando goleou o Barcelona-EQU em Guayaquil por 3 a 0. E na grande decisão, duas vitórias sobre o Lanús-ARG. Mesmo com alguns tropeços, a equipe de Renato tinha qualidade e se podia esperar uma resposta positiva.

A temporada 2018 para o Grêmio com a retomada da hegemonia estadual na conquista do Gauchão, teve o título da Recopa Sul-Americana e toda a confusão na semifinal Libertadores contra o River Plate-ARG. Na partida de ida contra os argentinos, o Tricolor fez o mais difícil, batendo o rival dentro do Monumental de Nuñez por 1 a 0. Na volta, chegou a estar ganhando por 1 a 0 na Arena, mas acabou em 10 minutos sofrendo a virada inesperada. Ficou a clara sensação de que poderia chegar mais longe. Em determinado momento da temporada, se falou que o Tricolor jogava o melhor futebol do Brasil.

No ano passado, teve o bi do Gauchão com invencibilidade, sofrendo apenas um gol do Aimoré. Mas o Tricolor sofreu eliminações na semifinal da Copa do Brasil, no trauma das penalidades contra o Athletico-PR, e na Libertadores. A derrota para o Flamengo de goleada por 5 a 0 foi o maior tombo em quatro anos. Mesmo assim, o time de Renato teve forças para decolar no Brasileirão e chegar na quarta colocação.

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Desde que Renato Portaluppi assumiu o comando de vestiário do Grêmio, há quatro anos, o time vive seu momento de maior instabilidade. Mas você, que me dá o privilégio da leitura desta coluna, pode contrapor, dizendo que o Tricolor foi campeão gaúcho de 2020, se classificou em primeiro lugar na fase de grupos da Libertadores, não perdeu Gre-Nais e largou em vantagem nas oitavas de final da Copa do Brasil contra o Juventude. Tudo isso é verdade. Só que daí eu pergunto: o time do Grêmio é confiável? Penso que ainda não! O desempenho apresentado em campo nos leva a crer, que atingirá os objetivos conseguidos pelas equipes anteriores? O Tricolor não está jogando um futebol inferior? Com certeza, sim. A oscilação do desempenho é uma realidade! Visível. Claro, que Renato ainda tem tempo para recuperar jogadores lesionados, encaixar os reforços e acertar o time para encarar Copa do Brasil e Libertadores com boas chances. Já no Brasileirão, a disputa pelo título é algo distante. É preciso o Grêmio recuperar a confiança de outros tempos. 

 
 
 
 
 
 
 
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