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Paixão Tricolor15/01/2022 | 09h00Atualizada em 15/01/2022 | 09h00

José Augusto Barros: a nova polêmica do Grêmio

A história da vez é o corte nas horas extras e a limitação de refeições no restaurante do CT

José Augusto Barros: a nova polêmica do Grêmio Lauro Alves / Agencia RBS/Agencia RBS
Grêmio virou uma usina de polêmicas Foto: Lauro Alves / Agencia RBS / Agencia RBS

Quando a torcida tricolor imaginou que as polêmicas do ano — que mal começou — tinham acabado, depois do desgastante episódio com Douglas Costa, aparentemente resolvido, eis que o Grêmio, uma usina de polêmica, conseguiu criar mais uma. Aliás, nosso clube, atualmente, parece o Brasil do presidente Bolsonaro, que não bastasse a crise, cria polêmicas todos os dias. 

Mas, falando da nossa polêmica local, a história da vez é o corte nas horas extras de funcionários do CT e a limitação apenas aos jogadores e à comissão técnica para fazerem as refeições no restaurante do local. Concordo com alguns colegas que isso é uma amostra de que a perda de receita impactou o clube, e todo aquele papo. Mas, pergunto ao presidente e ao nosso vice de futebol: é realmente cortando esse benefício dos funcionários que traremos o clube para a Série A? 

É fazendo esse tipo de corte ridículo, que não atinge as beldades que entram em campo, claro, que o clube resolverá seus problemas financeiros? Não tenho ideia de quantos funcionários o Grêmio tenha, mas impacta tanto assim fazer pratos de comida a mais, dar esse carinho aos funcionários, que ganham infinitamente menos que jogadores que só são despesa e não honram nossa camisa, como Jean Pyerre, por exemplo?

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Vendo a lista de dispensa de jogadores, cheguei perto de 15, sendo que alguns custavam muito dinheiro, como Everton Cardoso, Cortez, Alisson e outros. Ora, os culpados pelo atual momento do Grêmio são os dirigentes que venderam muito bem vários jogadores e compraram muito mal, nos últimos anos. E a conta disso estoura onde? No almoço dos funcionários, daqueles caras que ralam o ano inteiro pelo clube, com pouco reconhecimento muitas vezes. 

Entendo a necessidade de corte de gastos, qualquer empresa precisa fazer isso, atualmente. Mas também é importante fazer gestão de grupo, ter sensibilidade para saber onde se deve cortar. Infelizmente, no ano em que menos precisávamos, o Grêmio virou uma usina de polêmicas. Sei que o ano mal começou, mas já quero que ele termine logo, que voltemos pra Série A e que tenhamos uma mudança radical de pessoas por lá. Não os funcionários mais humildes. Mas, sim, todo o resto. 

 
 
 
 
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