Lelê Bortholacci: nenhuma derrota pode nos afastar - Inter - Esporte - Diário Gaúcho

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Paixão Colorada21/09/2019 | 08h00Atualizada em 21/09/2019 | 08h00

Lelê Bortholacci: nenhuma derrota pode nos afastar

Meu estômago segue embrulhado, mas o coração sempre fala mais alto

Lelê Bortholacci: nenhuma derrota pode nos afastar Marco Favero/Agencia RBS
Respeito e entendo a dor e a indignação de cada um, mas, para mim, o amor pelo Inter é maior do que qualquer porrada Foto: Marco Favero / Agencia RBS
Lelê Bortholacci
Lelê Bortholacci

lele@atlantida.com.br

Nasci em 1973, filho de pai colorado e mãe gremista, que se separaram três anos depois. Comecei a ir ao Beira-Rio em 1978 com ele. Em 1979, estávamos na decisão contra o Vasco, na apresentação final do time que nunca perdeu. Fui crescendo, e meu pai foi morar em Gramado, dificultando as idas ao estádio. Minha mãe, gremista, levou-me a diversos jogos – e não era fácil para uma mulher ir sozinha ao estádio nos anos 1980 –, quando comecei a entender que o Inter também perdia. Passei a adolescência indo ao Beira-Rio numa época sombria. Forjei a personalidade naquele concreto frio, vendo times que me deram mais frustrações do que alegrias.

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Vi a eliminação para o Olimpia na Libertadores de 1989. Meses antes, a bola batendo nas traves, andando sobre a linha e não entrando no gol do Bahia na final do Brasileirão. Vi Taffarel, o maior goleiro brasileiro de todos os tempos, levar o maior frango de sua vida – e justamente num Gre-Nal. Desci a rampa da superior abraçado em meu amigo Armandinho, soluçando depois da derrota para o Cruzeiro que praticamente nos rebaixava em 2002 – e que só não ocorreu porque o anjo Librelato ainda não tinha asas.

Nenhuma dessas derrotas me afastou do estádio. Muito pelo contrário. No jogo seguinte, eu sempre estava lá. Sim, ainda não digeri a derrota. Meu estômago segue embrulhado. Mas o coração sempre fala mais alto. Respeito e entendo a dor e a indignação de cada um, mas, para mim, o amor pelo Inter é maior do que qualquer porrada no lombo.

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