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Paixão colorada

Lelê Bortholacci: o dia em que a F-1 morreu para mim

Há 26 anos, vimos ao vivo a morte de um dos maiores ídolos que o esporte brasileiro e mundial já teve

01/05/2020 - 09h00min


Pisco Del Gaiso / Folhapress
Senna morreu em GP que não deveria ter sido realizado

O 1º de maio sempre será um dia triste para mim. Há 26 anos, víamos, ao vivo pela TV, a morte de um dos maiores ídolos que o esporte brasileiro e mundial já teve: Ayrton Senna. Em uma prova que não deveria nem ter sido disputada - afinal, na véspera, o austríaco Roland Ratzenberger perdera a vida nos treinos.

Mas o milionário circo da Fórmula-1 não podia parar. Era uma manhã de domingo, como muitas das outras em que o Brasil, praticamente inteiro, parava na frente da TV, porque sabia que era grande a probabilidade de a nossa bandeira tremular na parte mais alta do pódio. Era uma cena comum naquela época.

Ayrton Senna da Silva levava nossa autoestima às alturas, vencendo corridas das mais variadas formas, dirigindo sem algumas marchas, largando em último, ultrapassando seus adversários na chuva, como se a água não interferisse em sua performance. Só que aquele domingo foi diferente.

Tão marcante quanto o acidente são as cenas dele pensativo, antes da largada, como se estivesse pressentindo algo. Senna foi um dos líderes do movimento - não atendido - dos pilotos que solicitou o adiamento da prova devido à morte de Ratzenberger.

Golpe muito duro

Foi a última vez que o vimos largar na pole position. Como de costume, ninguém conseguia chegar perto dele. Até que o impensável aconteceu: a curva não vencida e o fim de uma carreira que ainda tinha muito para nos dar.

Uma das cenas mais chocantes da minha vida. Perder Senna daquele jeito foi um golpe muito duro. Juro que até tentei seguir acompanhando aa corridas, mas não consegui. O 1º de maio de 1994 também foi o dia dia em que a F-1 morreu para mim.


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