Lelê Bortholacci: o dia mais feliz das nossas vidas - Inter - Esporte - Diário Gaúcho

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Paixão Colorada06/06/2020 | 09h00Atualizada em 06/06/2020 | 09h01

Lelê Bortholacci: o dia mais feliz das nossas vidas

Teremos o privilégio de lembrar da conquista do Mundial de Clubes de 2006

Lelê Bortholacci: o dia mais feliz das nossas vidas Júlio Cordeiro/Agencia RBS
Fernandão com a taça de campeão do mundo na chegada ao Estado: título inesquecível Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS
Lelê Bortholacci
Lelê Bortholacci

lele@atlantida.com.br

Foi um privilégio ter vivido aquele 17 de dezembro de 2006 do Inter. Depois do sufoco que passamos na semifinal — enquanto o Barcelona desfilava na chuva e brincava com a bola, goleando o América do México —, o mundo inteiro dava como certa a vitória dos catalães contra nós. A única duvida era de quanto o Barcelona golearia.

Gremistas que não queriam ver Ronaldinho nem pintado de ouro, declararam perdão, pois precisariam estar "em paz" com o outrora "traidor" para poder tocar flauta nos colorados após a já garantida vitória em Yokohama. A certeza era tanta que sei de alguns que se reuniram numa casa na zona sul de Porto Alegre e fizeram uma paella espanhola naquela manhã de domingo. Pois é.

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Só esqueceram que do outro lado havia um grupo que sabia que poderia vencer. Que representava, dentro do campo, a única torcida no mundo que acreditava naquela vitória. Um grupo tão fechado e tão diferenciado que até a maior das estrelas abdicou do protagonismo para o bem do coletivo. Neste domingo, é dia de revermos o jogo perfeito. A vitória da humildade. Da inteligência. Da justiça. Será um domingo para curtirmos da melhor forma possível, o dia mais feliz das nossas vidas.

Coincidência

Quis o destino que a data que o jogo vai ser reprisado na TV seja exatamente a mesma que perdemos nosso ídolo Fernandão: 7 de junho. Um dia que já é, naturalmente, de muita reflexão e oração de nossa torcida será — neste maluco 2020 — de muito mais emoção.

 
 
 
 
 
 
 
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