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Paixão Colorada03/07/2020 | 07h00Atualizada em 03/07/2020 | 07h00

Lelê Bortholacci: o Flamengo não precisa disso

O rubro-negro carioca não é mais forte que todos os outros clubes unidos

Lelê Bortholacci: o Flamengo não precisa disso Alexandre Vidal / Flamengo/Flamengo
Que fique bem claro que eu sou a favor que os clubes tenham, sim, outras possibilidades de receita com transmissão de jogos Foto: Alexandre Vidal / Flamengo / Flamengo
Lelê Bortholacci
Lelê Bortholacci

lele@atlantida.com.br

Que Bolsonaro tem um problema pessoal com a Globo, todo mundo sabe. E ele não poupa esforços para ampliar e, supostamente, ter vantagem nessa disputa. Agora é a vez de envolver o futebol a favor de seu interesse próprio. E, para isso, encontrou no clube mais popular do país um parceiro que — segundo creem seus atuais dirigentes — pode conseguir o que quiser, atuando sozinho. 

Os dois juntos resolveram, do dia pra noite, sem consultar nenhum outro grande clube brasileiro, comprarem uma briga direta com a Globo — detentora dos direitos de transmissão de TV —, mudando as regras dos contratos de televisionamento no meio de um campeonato. 

E fazem isso exatamente num momento delicadíssimo para todo o futebol nacional, em que a explosão da pandemia no país impede os estádios de receberem público — e, consecutivamente, gerar receita com bilheteria. E trouxe a maior crise financeira da história recente para os clubes que têm, na própria TV, a única "luz no fim do túnel" para acertar as contas de 2020. Não há pior hora pra isso do que agora

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Que fique bem claro que eu sou a favor que os clubes tenham, sim, outras possibilidades de receita com transmissão de jogos — pela internet, por exemplo —, mas isso tem que ser negociado detalhadamente e em conjunto. O Flamengo, sozinho, não é mais forte que todos os outros clubes unidos. Seus dirigentes precisam entender isso. Ou estão mais interessados em fazer política? 

Ego dos dirigentes

Campeonatos fortes e atrativos têm que ter nível técnico alto. Sem os demais clubes, vão disputar jogos contra quem? O time do Palácio do Planalto? É o ego dos dirigentes dando as cartas. Já vimos esse filme e sabemos como ele termina. O Flamengo não precisa disso.

 
 
 
 
 
 
 
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