Lelê Bortholacci: a ausência de torcida pode ser benéfica - Inter - Esporte - Diário Gaúcho

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Paixão Colorada12/08/2020 | 09h00Atualizada em 12/08/2020 | 09h00

Lelê Bortholacci: a ausência de torcida pode ser benéfica

Estádios vazios fazem parte da rotina atual

Lelê Bortholacci: a ausência de torcida pode ser benéfica Marco Favero/Agencia RBS
Jogos estão sendo disputados sem público Foto: Marco Favero / Agencia RBS
Lelê Bortholacci
Lelê Bortholacci

lele@atlantida.com.br

O futebol está muito diferente. Os estádios vazios transformaram o esporte que tem como uma de suas principais características o "fator casa". E quem frequenta estádios sabe que a torcida, quando apoia, pode ser decisiva para ajudar nas vitórias mas, quando está insatisfeita, pode atrapalhar. 

O jogo desta quinta-feira (13) marca a estreia do Inter, em casa, pelo Brasileirão. E, neste caso, por incrível que pareça, há um aspecto positivo de se jogar sem público: apesar de termos vencido na estreia, penso que alguns jogadores estão "marcados" pela torcida pelas derrotas recentes nos Gre-Nais. Com público no estádio, bastaria um único erro de jogadores como Moisés e Musto, por exemplo, para que já começassem os "murmúrios" nas arquibancadas. 

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Não duvido, inclusive, que as vaias já apareceriam no anúncio da escalação. Futebol sem torcida é muito triste. Mas evitará que os citados sofram uma pressão - justa, diga-se de passagem - de uma torcida exigente como a nossa.

Os clubes, de novo, vão se dar mal

Os acontecimentos dos últimos dias nas Séries A e B provam que não era a hora de voltar com o futebol. Jogos sendo transferidos pelo fato de muitos jogadores de uma única delegação testarem positivo - Goiás e CSA - eram bem previsíveis. E, com o calendário já espremido, vai ser complicado resolver este problema, até porque eu tenho certeza que novos casos semelhantes acontecerão. Conhecendo a CBF, sei quem vai se dar mal com isso: os clubes.

 
 
 
 
 
 
 
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