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Paixão Colorada24/09/2020 | 09h00Atualizada em 24/09/2020 | 09h00

Lelê Bortholacci: a eleição do Inter e os reflexos no futebol

Vamos ter de enfrentar a política do clube fervendo enquanto a bola ainda estiver em jogo

Lelê Bortholacci: a eleição do Inter e os reflexos no futebol Omar Freitas/Agencia RBS
A solução para evitar um problema assim seria adiar a eleição para fevereiro de 2021 Foto: Omar Freitas / Agencia RBS
Lelê Bortholacci
Lelê Bortholacci

lele@atlantida.com.br

Escrevi há alguns dias que a eleição para presidente do Inter, em meio ao calendário da temporada, tem tudo para atrapalhar o time dentro de campo. Mas parece que os conselheiros do clube discordam de mim. 

Seguem normais os trâmites do processo, que ocorre em novembro no primeiro turno, com a votação no Conselho Deliberativo para definir os candidatos que concorrem pelo voto dos sócios. O segundo turno, em dezembro, será no pátio do Beira-Rio.

Faz anos que é assim. A temporada do futebol termina com a última rodada do Brasileirão, no primeiro domingo de dezembro, e a eleição geral ocorre no sábado seguinte. Esse cronograma mantém a disputa política bem longe do campo.

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Até aí, tudo bem. Acontece que o futebol parou por meses neste ano, e todos sabemos que a temporada vai adentrar 2021. Ou seja, existe a possibilidade de termos jogo e eleição no mesmo final de semana. Isso pode piorar, porque se houver realmente a liberação de público nos estádios — mesmo que gradual —, existe a possibilidade de que a torcida compareça para apoiar o time e votar para presidente no mesmo dia.

Solução fácil

É impossível que isso não chegue dentro do vestiário. A solução para evitar um problema assim seria adiar a eleição para fevereiro de 2021, depois do fim dos campeonatos de 2020. Mas, pelo jeito, não há indícios de que isso vá ocorrer. Vamos ter de enfrentar a política do clube fervendo enquanto a bola ainda estiver em jogo, e isso não é legal. 

 
 
 
 
 
 
 
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