Lelê Bortholacci: nenhum projeto resiste quando os resultados não aparecem - Inter - Esporte - Diário Gaúcho

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Paixão Colorada12/06/2021 | 09h00Atualizada em 12/06/2021 | 09h00

Lelê Bortholacci: nenhum projeto resiste quando os resultados não aparecem

Erros na curta passagem de Miguel Ángel Ramírez pelo Inter resultaram na sua saída

Lelê Bortholacci: nenhum projeto resiste quando os resultados não aparecem Jefferson Botega / Agencia RBS/Agencia RBS
Pedro Henrique foi expulso contra o Fortaleza e contra o Vitória Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS / Agencia RBS
Lelê Bortholacci
Lelê Bortholacci

lele@atlantida.com.br

O inevitável aconteceu. No futebol brasileiro não existem projetos que resistam a maus resultados. O acúmulo de erros na curta passagem de Miguel Ángel Ramírez pelo Inter resultaram na sua saída, mesmo que a responsabilidade sobre o péssimo futebol apresentado na temporada não seja exclusiva dele.

A patética eliminação na Copa do Brasil para um time da Segunda Divisão foi apenas o ato final. A instabilidade psicológica desse grupo de jogadores se apresentou mais uma vez. Mesmo com um bom futebol apresentado no primeiro — e uma péssima pontaria dos finalizadores —, bastou um erro individual para que todo o time afundasse. 

E isso me chama muito a atenção. Uma das formas mais esclarecedoras sobre o funcionamento de um grupo de jogadores é ver como eles reagem em campo quando alguém é expulso. Cansei de ver times do Inter que cresciam quando jogavam com um a menos. Exatamente o contrário do que aconteceu na quinta-feira. O Inter tem muitas carências e uma das que eu mais sinto falta é de líderes. De vencedores. De identificação com a nossa camisa vermelha. De entrega.

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Os jogadores tem sua parcela de culpa. A direção — que não providenciou um zagueiro mais experiente para substituir Moledo —, também. Mas quem sai é o treinador. É o décimo nono desde 2010. E lá vamos nós para uma nova tentativa. Espero que a direção aposte em alguém que conheça o clube e o grupo. E que, também, use a criatividade — já que não há dinheiro — para reforçar um plantel que tem carências explícitas. Pois a temporada ainda oferece uma Libertadores e um Brasileirão pra darmos a volta por cima. 

 
 
 
 
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