Lelê Bortholacci: o Gre-Nal mais triste da minha vida - Inter - Esporte - Diário Gaúcho

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Paixão colorada28/02/2022 | 07h00Atualizada em 28/02/2022 | 07h00

Lelê Bortholacci: o Gre-Nal mais triste da minha vida

Chegamos no dia em que nosso maior clássico foi impedido de acontecer porque um marginal travestido de torcedor cometeu um verdadeiro atentado contra o ônibus do Grêmio

Lelê Bortholacci
Lelê Bortholacci

lele@atlantida.com.br

Tenho 49 anos e frequento Gre-Nais desde os seis. Já vi derrotas que me deixaram triste demais. Mas a tristeza sempre passava e, logo depois, eu já era tomado por aquela vontade de "vamos vencer o próximo". Um dos sentimentos mais puros da rivalidade futebolística.

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Desde sábado, estou tomado por uma tristeza diferente. Ela é consequência de um Gre-Nal que nem começou. Chegamos no dia em que nosso maior clássico foi impedido de acontecer porque um marginal travestido de torcedor cometeu um verdadeiro atentado contra o ônibus do Grêmio. A irresponsabilidade desse delinquente, além de quase ter tirado a vida de um jogador, causou um transtorno para dezenas de milhares de pessoas que, apenas, queriam ver um jogo de futebol.

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Nunca antes na história centenária do clássico isso havia acontecido. Só que, de uns tempos para cá, temos acompanhado episódios de violência em todos os dias em que temos clássicos. E de ambos os lados. Então, não me venham com essa de "fato isolado".

Impunidade reina

Num dia é pedrada, no outro é emboscada, tudo chegando rapidinho na gente via redes sociais. Pessoas espancadas sendo mostradas como "troféus". E a impunidade reinando porque ninguém é punido. Sábado, a vítima foi um jogador, o que gera uma repercussão muito maior, obviamente. Será que agora veremos alguma atitude?

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Passou da hora de todos os envolvidos com o futebol fazerem o "mea culpa" e mudarem o que está errado. Senão, muito em breve, algum clássico Gre-Nal vai terminar no cemitério. 

 
 
 
 
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