Dupla Gre-Nal



A Bota do Mundo é deles

Ídolos do futebol participam de campeonato com crianças da AACD

Na primeira edição do Bota no Mundo, os pequenos se divertiram com a ajuda de jogadores consagrados

16/12/2013 - 09h40min

Atualizada em: 16/12/2013 - 09h40min


O árbitro nem bem havia apitado o início do campeonato mais esperado pela turma da AACD e a ansiedade já havia tomado conta da criançada. Mas pudera. Elas já tinham passado pelo vestiário do Estádio do Vale, em Novo Hamburgo, vestido o uniforme da seleção que representariam e pisado no gramado principal. Fazer o gol que marcasse a primeira edição do Bota no Mundo era mero detalhe. Ou não. O evento é Copa do Mundo, meus amigos! Teve gol, sim. Muitos, com direito à dedicatória e tudo.

O projeto da AACD, em parceria com a Smile Flame, Abicalçados e Sicredi, já é um golaço daqueles típicos de finais de Copa. Foram escolhidas 16 crianças para representar 16 países que estarão no Mundial de 2014. Para ajudá-las a fazer gol, foram chamados quem entende. Tinga, ídolo do Inter e atualmente no Cruzeiro, Nathan, jogador do Inter, o meia Diego Torres, do Sport, o goleiro Pitol, o volante Chicão e o goleiro Rafael Dal Ri, do Novo Hamburgo, os campeões mundiais pelo Grêmio Tarciso, Mazaropi e Valdir Espinosa, o ex-volante e hoje técnico Gavião, Claudiomar, ex-jogador do Novo Hamburgo e Volmir Maçaroca, ex-jogador da dupla Gre-Nal, fizeram ecoar o grito de gol da gurizada mais forte.

Ontem, Tayler José Ferreira Moreira, cinco anos, deixou de lado o andador que o auxilia nos passos. Calçou as botas com aquele que ajudou o Inter na caminhada rumo à primeira Libertadores do clube, em 2006. De mãos dadas, Tinga e o pequeno morador de Osório seguiram em direção à pequena área.

A bandeira da dupla era uma velha conhecida de Tinga, a Alemanha. No Borussia Dortmund, o volante jogou por quatro anos.

Enfim havia chegado a hora mais esperada na última semana. De frente para o gol, Tayler não decepcionou e marcou um golaço. A mãe, Renata da Silva Ferreira, 29 anos, olhava de longe. Registrava cada passo do seu menino com o ídolo colorado.

- Quero mostrar tudo isso para ele quando crescer. É importante porque vivemos em um mundo cheio de preconceitos. E autoconfiança é tudo - revelou a mãe coruja.

Bastou Tinga e Tayler voltarem da cobrança de pênalti que a fila para autógrafos e fotos se formou em torno do ídolo. Um a um foi atendido.

- Estou me convocando para a próxima edição, mesmo que não me convidem (risos). Até tentei imaginar como seria neste domingo, mas fui surpreendido. Esse é o verdadeiro jogo da vida. É um presente para mim - emocionou-se Tinga.

 

 

O volante ainda aproveitou para dar o seu pitaco sobre o novo chefe do vestiário do Beira-Rio.

- Fico muito feliz que está vindo um cara que conhece o Inter. Tenho muitos amigos por lá, com quem falo sempre. A diferença, agora, é que não estou em campo com eles.

Gol para a avó

Acompanhado de Tarciso, ídolo que deu ao Grêmio a Libertadores e o Mundial de Clubes em 1983, estava o pequeno Bruno Britto do Carmo, oito anos. Ao colocar a botinha especial, em que unia os pés do jogador com os seus, o pequeno representante da Rússia fez um pedido.

- Me ajuda a fazer um gol para a minha avó? Ela pediu - revelou Bruno.

A avó, Tereza da Costa, 54 anos, nem sequer estava no estádio. Mas o neto pouco se importou. Era preciso marcar o gol e, logo, avisar a avó por telefone. Flávia Fernandes de Oliveira, 25 anos, a mãe, tratou de fotografar o momento para que fosse possível contar a história completa à homenageada com o gol.

O momento também emocionou aquele que ajudou no chute.

- É uma alegria imensa. Ver a emoção dessa criançada dar um chute não tem preço - garantiu o Flecha Negra.

Estímulo e superação

A alegria da criançada em vestir o uniforme no vestiário de um clube e adentrar o gramado para a tão esperada Bota do Mundo durou a tarde de domingo. Mas o benefício foi além. Nos meses que antecederam o evento, ainda na AACD, a criançada usava como estímulo a data de ontem. E deu certo.

- É um desafio, um momento de superação das crianças. Foi um estímulo para que se dedicassem antes e seguirá sendo, já que quebram barreiras e vão além - acredita Janaína Schmidke Guimarães, gerente administrativa da AACD.

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Veja como em www.aacd.org.br/quero-ajudar/doacao.aspx


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