De Muçum para a América: conheça Felipe Gedoz, dono dos dois gols do Defensor, do Uruguai, sobre o Cruzeiro - Esporte - Diário Gaúcho

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Libertadores13/03/2014 | 10h01

De Muçum para a América: conheça Felipe Gedoz, dono dos dois gols do Defensor, do Uruguai, sobre o Cruzeiro

Meia-atacante gaúcho garantiu a vitória e a liderança do grupo 5 para sua equipe

De Muçum para a América: conheça Felipe Gedoz, dono dos dois gols do Defensor, do Uruguai, sobre o Cruzeiro Pablo PORCIUNCULA/AFP
Gedoz celebra o gol marcado contra o Cruzeiro Foto: Pablo PORCIUNCULA / AFP

Fama. Felipe Gedoz conhece desde terça-feira o significado desta palavra. Foram dele os dois gols que garantiram a liderança do Grupo 5, ca Libertadores, ao Defensor, do Uruguai, na partida contra o Cruzeiro. Com as bolas na rede e os seis pontos na tabela, veio a enxurrada de chamadas no celular.

"É muita gente"

Era a imprensa brasileira e uruguaia querendo algumas palavras do meia-atacante de
20 anos que infernizou a zaga do time mineiro. 

- Atendo uns, outros não. É muita gente - comemora o garoto, ainda sem jeito numa conversa por telefone com o Diário Gaúcho.

Garoto, não. Guri! Vem de Muçum, na Região dos Vales, a 153km de Porto Alegre, o camisa 19 da equipe uruguaia. E foi para os cerca de 5 mil habitantes da cidade que o jogador ofereceu, na saída de campo, a vitória.

"É um jogo como qualquer outro"

O Felipe que saiu de campo não foi o mesmo que entrou - embora tudo o que tenha feito nos 90 minutos contra o Cruzeiro não seja nenhuma novidade para ele nem para o técnico, Fernando Curutchet. Mesmo assim, figurou entre os reservas grande parte dos jogos que o Defensor disputou no campeonato local até agora. 

- Treino muito bola parada. Muito mesmo. É uma característica que tenho desde pequeno - enfatiza o guri, agora titular absoluto e dono de quatro gols em seis jogos na temporada.

Mas a pergunta campeã e que Felipe não cansou de responder é como, com apenas 20 anos, não sente o peso de uma competição do nível da Libertadores? E ele responde sem titubear:

- Se eu disser que não sinto nada, você acredita? Penso como se fosse um jogo como qualquer outro. Fico relaxado, tranquilo. Sem pressão.

Propostas já chegaram

Felipe, hoje, mora sozinho em Pocitos, bairro nobre de Montevidéu e próximo ao Estádio Luis Franzini, casa do Defensor. Agregou mais um empresário (agora são dois), um uruguaio, a sua carreira. Eles são os responsáveis por blindar o jogador de todas as propostas que chegam. E elas já chegaram. 

- Sei de propostas de times brasileiros, espanhóis, italianos, mexicanos. De todos os lados! Eu só me preocupo em jogar mesmo - garante o jogador.

Quando for a hora de sair, ele saberá. Até lá, alimenta o sonho de, um dia, ter de adaptar-se ao inglês da Inglaterra. É no Chelsea que o guri de Muçum quer chegar.

Desde os 11 anos rodando pelo mundo da bola

Cheio de sonhos, saiu de casa cedo. Apostava, desde os seus 11 anos, na carreira iniciada no Juventude, em Caxias do Sul. É daquela leva de Alex Telles, Ramiro, Bressan e Fernando. Não veio para o Grêmio no mesmo pacote, porque pouco antes transferiu-se para o Guarani, de Venâncio Aires. 

- Acabei buscando o meu caminho em outro chão - lembra Felipe, que nunca fez testes na dupla Gre-Nal, embora toda a família, inclusive ele, torça para o time de Enderson Moreira.

Veio de um dos empresários, Eliomar Marcon, a ideia de fazer um teste no Defensor há dois anos e meio. Deu certo. Esbarrou no idioma. Mas nada que a convivência diária não resolvesse.

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