Zé Victor Castiel: "Será uma noite de emoção diferente no Beira-Rio" - Esporte - Diário Gaúcho

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Paixão Colorada13/10/2017 | 07h10Atualizada em 13/10/2017 | 07h10

Zé Victor Castiel: "Será uma noite de emoção diferente no Beira-Rio"

Após 50 anos, nesta sexta-feira completarei um ciclo com o show de Paul McCartney em Porto Alegre

Zé Victor Castiel: "Será uma noite de emoção diferente no Beira-Rio" Kamil Krzaczynski/AFP
Foto: Kamil Krzaczynski / AFP
Zé Victor Castiel
Zé Victor Castiel

castiel.ze@gmail.com

No Beira-Rio já vivi muitas emoções. Ali, vibrei, ri, chorei, esbravejei, reclamei, elogiei, enfim, já pratiquei todos os tipos possíveis de emoção e sempre através do futebol. Nesta sexta-feira, no entanto, viverei uma emoção diferente no lindo estádio do meu clube. 

Quando Paul McCartney entrar no palco, colocado no fundo do campo, ali, pertinho do antigo placar, certamente ficarei siderado e agradecido por poder ver um Beatle, um ídolo, um cavaleiro da Rainha, apresentando-se no velho Beira-Rio.

Sei que em 2010 isto já ocorreu no estádio ainda não reformado, mas naquela ocasião, com os ingressos comprados para toda a família, um compromisso profissional me afastou da possibilidade que hoje se concretizará. Quando os Beatles estavam na crista da onda, no final da década de 60, o Internacional experimentava seus primeiros  passos a grandes conquistas.

O Campeonato Nacional importante chamava-se Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, e vencer um time de Rio ou São Paulo era considerado grande feito por aqui. 

Enfrentavam a dupla Gre-Nal jogadores consagradíssimos como Ademir da Guia, Gerson, Jairzinho, Tostão, Dirceu Lopes, Tupãzinho e tantos outros.

Pelé e Paul em POA

As partidas em Porto Alegre, com o mando de Inter e Grêmio, eram disputadas em rodadas duplas no antigo Estádio Olímpico, ainda em sua conformação original, onde só os sócios com cadeiras cativas assistiam ao jogo do "segundo andar". Vivíamos uma ditadura e a esperança de tempos melhores. Paul já era ídolo nesta época e continua intocado até hoje.

Pois estarei hoje no Beira-Rio com um sentimento parecido daquele que vivi em 1967, no velho estádio da Azenha, quando, bem menino, me fascinei com aquele negro com a camisa branca com o número 10 às costas, parecendo um príncipe. Hoje se completa um ciclo para mim. Demorou 50 anos, mas vi ao vivo, em minha cidade, pertinho de casa, Pelé e Paul.

 

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