Cacalo: "O que se viu na Arena" - Esporte - Diário Gaúcho

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Paixão Tricolor24/11/2017 | 07h00Atualizada em 24/11/2017 | 07h00

Cacalo: "O que se viu na Arena"

Marcelo Grohe foi o grande personagem da partida

Cacalo: "O que se viu na Arena" Félix Zucco/Agencia RBS
Foto: Félix Zucco / Agencia RBS
Cacalo Silveira Martins
Cacalo Silveira Martins

cacalo@diariogaucho.com.br

Vou me manifestar sobre a decisão da semana que vem mais adiante, nas próximas colunas. Prefiro, ainda, em face de todos os acontecimentos que cercaram o jogo da Arena, abordar alguns termas desta partida.

A equipe do Grêmio realizou um mau primeiro tempo, em que foi subjugada pelo Lanus. Não encontrou solução ofensiva e somente não sofreu gols graças às brilhantes defesas de Marcelo Grohe. Não tenho nenhuma dúvida de que Marcelo é o melhor goleiro no futebol nacional, superior a pelo menos dois goleiros da Seleção Brasileira.

Tite assistiu à partida na Arena e pode comprovar ao vivo a excelente fase pela qual passa Marcelo. Nosso goleiro tem, entre tantas, uma virtude inexcedível: possui o melhor reflexo e agilidade que um profissional pode ter nesta função, além de ter excelente fundamentos técnicos. Ao cumprimentar Marcelo, estendo esses parabéns ao profissional que trabalha nos treinamentos com ele e que o colocou neste nível, que é o professor Rogério Godoy. Assim, elegi Marcelo o melhor jogador da partida. Ele cresce na decisão e permitiu, com duas defesas extraordinárias, que o Grêmio levasse o resultado positivo para a segunda partida.

Há outros pontos que ainda pretendo abordar relativos à partida na Arena e que farei nas próximas colunas. Com certeza houve outros destaques individuais e coletivos que merecem uma referência, mesmo que alguns tenham sido amplamente negativos.

Lembranças de 1997

Em 1997, assumi a presidência do Grêmio, depois de passar pela vice-presidência de administração, jurídica e, após isso, pelo futebol, onde tive um relativo sucesso. O Grêmio adentrou aquele ano vindo da conquista do bicampeonato do Brasileirão, em dezembro de 1996. Os atletas estavam super valorizados porque vinham de aproximadamente 12 títulos relevantes nos anos imediatamente anteriores.

Para coroar o início do ano, fomos tricampeões invictos da Copa do Brasil, decidindo com o Flamengo de Romário e Sávio, num Maracanã lotado. Apesar da pressão, foi o Grêmio que deu a volta olímpica. Tínhamos atletas em fase esplendorosa. Ilustro com os exemplos de Danrlei, Mauro Galvão, Roger, Dinho, Goiano, Zé Alcino e, fundamentalmente, Paulo Nunes, só para citar alguns.

Estávamos preparados para buscar também o tri da Libertadores. O time tinha muito boas atuações numa competição muito difícil. Na semana do jogo fundamental contra o Cruzeiro, haveria uma convocação da Seleção. Fizemos todos os esforços possíveis e impossíveis, tudo o que estava ao nosso alcance, para que a gloriosa CBF não desfalcasse nosso time em prol de uma Copa América inexpressiva.

Quando foi divulgada a convocação, fomos surpreendidos com uma atitude injusta, irresponsável e tendenciosa, com a chamada do nosso atacante Paulo Nunes, em uma fase imbatível, para ser reserva daquela Seleção. Mas não foi só. A CBF e o glorioso técnico Zagallo, de forma rigorosamente parcial, por razões que até hoje desconhecemos, mas suspeitamos, não convocou o goleiro titular da seleção, Dida, que era do Cruzeiro.

Conclusão: jogaríamos contra o time mineiro sem o nosso goleador e o adversário com seu goleiro titularíssimo. Por muito pouco, por um golzinho, não classificamos. Solicitei uma reunião de todos os poderes do Grêmio e, por unanimidade, repudiamos a atitude da CBF e declaramos o senhor Zagallo “persona non grata” no Olímpico.

 

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