André Baibich: as vitórias do Inter não garantem nada, mas trazem confiança para Odair firmar o time de 2018  - Esporte - Diário Gaúcho

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Opinião29/01/2018 | 07h00Atualizada em 29/01/2018 | 07h00

André Baibich: as vitórias do Inter não garantem nada, mas trazem confiança para Odair firmar o time de 2018 

O caminho de consolidação de uma equipe se torna bem menos pedregoso quando construído com bons resultados

André Baibich: as vitórias do Inter não garantem nada, mas trazem confiança para Odair firmar o time de 2018  Ricardo Duarte/Sport Club Internacional
Meia Juan teve bom desempenho no segundo tempo contra o Avenida Foto: Ricardo Duarte / Sport Club Internacional

Quem me acompanha sabe que sou um crítico ferrenho do que chamo de "resultadismo". Basear avaliações somente no placar de um jogo é oportunismo. Mas é inegável que há um impacto do desempenho no resultado, e vice-versa. Em Inter x Avenida, viu-se como a vantagem no placar tem influência sobre a atuação do time e seus jogadores.

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O segundo tempo do meia Juan mostra essa tendência. De performance razoável nos primeiros 45 minutos, o jovem cresceu à medida que o Inter ganhava tranquilidade com o placar favorável. Os passes mais protocolares do início foram substituídos por lançamentos em profundidade que deixavam companheiros em boa situação para finalizar.

Não é justo demonizar um trabalho, especialmente no início, porque o resultado não vem. Mas o desempenho pode desmoronar se não contar com a injeção de confiança que os três pontos carregam. Um 3 a 0 sobre o Avenida não é garantia de nada no contexto de uma temporada que começa, mas o caminho de consolidação de um time se torna bem menos pedregoso quando construído com vitórias.

NICO — Só não foi uma tarde completa no Beira-Rio porque Nico López, de quem se esperava mais uma atuação de destaque após a movimentação interessante contra o Novo Hamburgo, foi discreto. É justamente a oscilação que o atrapalha. O melhor Nico é superior à maioria dos atacantes do grupo. Me atreveria a dizer que teria de ser titular. O problema é que nunca se sabe quando ele entrará em campo.

SELEÇÃO — Tite falou à Rádio Gaúcha e, a julgar pelas respostas a Eduardo Gabardo e Cléber Grabauska, Geromel tem grande chance de estar na Copa. É justo. Tem desempenho bem superior ao de Rodrigo Caio a pelo menos um ano. Luan tem concorrência mais forte e enfrenta a dificuldade de que a posição que ocupa no Grêmio não existe no 4-1-4-1 da Seleção. Arthur enfrenta obstáculo semelhante, e ainda há certa desconfiança sobre como retornará de lesão.

 
 
 
 
 
 
 
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