André Baibich: recuperar o toque de bola fluente da metade de 2017 é o caminho para o Grêmio - Esporte - Diário Gaúcho

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Opinião26/01/2018 | 07h00Atualizada em 26/01/2018 | 07h00

André Baibich: recuperar o toque de bola fluente da metade de 2017 é o caminho para o Grêmio

Time seguiu competitivo no fim do ano passado mesmo sem repetir o mesmo nível de controle de meio-campo que exibiu entre maio e setembro 

André Baibich: recuperar o toque de bola fluente da metade de 2017 é o caminho para o Grêmio Félix Zucco/Agencia RBS
Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

Escrevi há algum tempo sobre opções do Grêmio na busca por um centroavante e, neste espaço, o leitor Rodrigo Ritzel respondeu com a seguinte provocação:

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— O problema não é fazedor de gols, mas antes disto: o Grêmio parou de criar aquela pilha de chances . Por isso digo que a prioridade é a recuperação do meio-campo.

Rodrigo tem alguma dose de razão. O nível extraordinário do time de Renato de maio a setembro não se repetiu com frequência no fim do ano, especialmente a partir da lesão de Luan. O Grêmio testou Ramiro centralizado, depois contou com um Luan ainda sem ritmo e foi recuperar o bom futebol nos jogos decisivos da Libertadores. Quando perdeu Arthur para o Mundial, teve dificuldades novamente.

De nada adiantará ter um grande camisa 9 se o Grêmio não fizer o que sabe de melhor: construir jogadas a partir de seu meio-campo. O time encontrou uma maneira de ser competitivo mesmo sem tanta fluência nas trocas de passe no fim do ano passado. Mas tudo será mais fácil se voltar a ser tão envolvente quanto no meio de 2017.

D'ALESSANDRO 1 — Não gosto quando D'Alessandro vê perseguições e cobranças demasiadas onde não há, mas é inegável que tem leitura acima da média de tudo que envolve um clube de futebol. Ontem, na entrevista coletiva que concedeu, acertou na mosca quando falou sobre as conclusões precipitadas a que muitos chegam neste início de temporada. O Inter jogou três partidas (duas com os titulares) de uma temporada que pode ter 50, 60, 70. Ser definitivo sobre qualquer esquema, técnico ou atleta é irresponsável.

D'ALESSANDRO 2 — Isto não impede que se façam críticas pontuais. Na análise de um jogo específico, não se pode ignorar as enormes deficiências de uma equipe em início de trabalho. Pontuá-las é obrigação de quem avalia. O problema é extrapolar e tachar os defeitos como algo sem possibilidade de solução. Tudo que se vê agora são pistas, indícios do que pode vir a ser a cara do Inter de 2018. É necessário identificar essas pistas sem crer que elas formam uma realidade imutável. 


 

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