Há duas formas de analisar a troca de Edilson por Alisson - Esporte - Diário Gaúcho

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André Baibich03/01/2018 | 07h00Atualizada em 03/01/2018 | 07h00

Há duas formas de analisar a troca de Edilson por Alisson

Balanço do negócio varia se o olhar considerar um futuro breve ou distante

Há duas formas de analisar a troca de Edilson por Alisson Rafael Ribeiro/Light Press/Cruzeiro
Foto: Rafael Ribeiro / Light Press/Cruzeiro

Há duas formas de analisar a troca que enviou Edilson ao Cruzeiro e trouxe Alisson para o Grêmio. Um olhar, focado no futuro imediato, lamenta a perda de um titular absoluto em uma posição na qual seu substituto, Léo Moura, é um jogador de idade avançada. No lado esquerdo do meio-campo, posição de Alisson, havia a perspectiva de que Everton pudesse suprir a saída de Fernandinho, mesmo sem a mesma capacidade de recomposição

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O balanço do negócio, sob esse ponto de vista, é negativo. Sai um jogador consolidado em uma função que exigirá do Grêmio movimentação no mercado para a reposição. Entra um que é de posição no campo onde o grupo oferecia uma alternativa de bom nível.

Mas a análise de cenários mais distantes no futuro permite um diagnóstico menos pessimista. Alisson tem 24 anos (assinou por quatro temporadas). O potencial é evidente em um jogador que tem histórico de convocações para seleções de base. Ainda precisa ser trabalhado, especialmente no acabamento das jogadas. Neste quesito, a transformação que os gremistas viram em Pedro Rocha comprova que o crescimento é possível.

Não é destes negócios a serem comemorados com rojões e terminais repletos de torcedores para receber o reforço no aeroporto. Mas também não é um desastre completo.

PAULÃO 1 — Jogadores com evidentes limitações técnicas costumam ser os mais visados nos momentos de dificuldade. Não à toa Paulão ficou marcado como um dos símbolos da queda do Inter em 2016. O torcedor, um tanto traumatizado pelos lançamentos longos tentados com frequência pelo defensor, não suporta a ideia de que ele possa ser utilizado neste ano, como indicaram os dirigentes na reapresentação de ontem. A questão diz mais sobre as dificuldades coloradas na busca por zagueiros do que sobre a avaliação que se faz do jogador.

PAULÃO 2 — Todos sabem o que Paulão pode ou não pode entregar em campo. Tenho certeza de que isso inclui quem comanda o futebol. Só que, com as limitações financeiras que engessam os movimentos do Inter no mercado, o aproveitamento do zagueiro pode se tornar obrigatório. Diante dessa circunstância, melhorar a imagem de Paulão junto à torcida torna-se necessário. Daí as declarações elogiosas ao seu rendimento no Vasco.



 
 
 
 
 
 
 
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