Neto Fagundes: "Por favor, não tira a camiseta"  - Esporte - Diário Gaúcho

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Paixão colorada31/03/2018 | 07h00Atualizada em 31/03/2018 | 07h00

Neto Fagundes: "Por favor, não tira a camiseta" 

O jogador sabe que vai levar cartão amarelo, mesmo assim ele acha legal mostrar seu abdômen

Neto Fagundes: "Por favor, não tira a camiseta"  Diego Vara/Agencia RBS
Morde, mas não tira Foto: Diego Vara / Agencia RBS

Parece aquele pedido de mãe quando eu saía lá no Alegrete para jogar futebol naquelas friacas de renguear cusco. É claro que eu nunca tiraria, pois pegaria no mínimo um resfriado. Mas trazendo para o mundo do futebol, se está na regra do jogo que não pode tirar a camiseta em nenhum momento da partida, o juiz vai dar com certeza um cartão amarelo para o cara. Vou te dizer que isso eu não consigo entender, o jogador sabe da regra e sabe também que ele poderá ficar de fora do próximo e importantíssimo jogo por ter tirado a camiseta. Mesmo assim, ele acha legal mostrar seu abdômen definido. 

Foi num jogo desses lá na Canjiqueira, em Alegrete, que o Barriga _ com esse apelido fica claro que não era tanquinho _ foi bater um escanteio e um porco se meteu na frente da bola e ele encheu o pé no porco, quebrando a perna dele em três partes. Mesmo assim, quando o irmão dele foi no hospital, encontrou ele dando risadas deitado na cama, com a perna já engessada e pendurada por uma corda. E o irmão disse: "Pô Barriga, tá rindo de quê?". E o Barriga responde: "Tô rindo do estado que ficou a cara do Alemão que cabeceou o porco."

Uma semana depois disso rolou uma grande disputa entre os clubes do bairro, só que um dos craques era meio polêmico e ainda tomava uns tragos. Morava colado no estádio, atrás da goleira do campo. Uma vez ele  brigou com o dono do time no intervalo e voltou com a camiseta do adversário para o segundo tempo. Ninguém até hoje sabe direito se foi uma negociação ou uma grande borracheira. A segunda opção é a mais provável pela saída dele para a ambulância no fim do jogo. 

Fortalecer a equipe

Trocar a camiseta no final da partida é uma tradição de muitos anos, mas trocar no sentido do coração é difícil, é aquele sentimento que não se explica, se vive . Tirando os atletas que muitas vezes vestem vários uniformes, o torcedor sempre terá o seu time do coração. Daqui a pouco, voltaremos a jogar e poderemos voltar a torcer pelo Colorado. Teremos alguns dias para recuperarmos peças importantes para fortalecer a nossa equipe para o confronto com o Vitória. Um pedido muito especial para quem fizer o gol ou os gols do Inter: com certeza, ficarei agradecido, mas, por favor, "não tira a camiseta".

 

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