Neto Fagundes: um final de semana especial - Esporte - Diário Gaúcho

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Paixão Colorada10/03/2018 | 07h00Atualizada em 10/03/2018 | 07h00

Neto Fagundes: um final de semana especial

Leia a primeira coluna do novo titular do espaço Paixão Colorada

Neto Fagundes: um final de semana especial Ricardo Duarte/Inter,Divulgação
Torcida colorada estará em peso no Beira-Rio domingo Foto: Ricardo Duarte / Inter,Divulgação

Este é um final de semana especial. Escrevo a minha primeira coluna no nosso consagrado Diário Gaúcho. A primeira coluna com o meu nome, pois já fui interino do meu pai, o Bagre Fagundes, em outros momentos por aqui. Gostei do convite para falar de amor, memória e sentimento, com boas histórias relacionadas à minha Paixão Colorada.

Sou torcedor do Inter desde o ventre. Minha mãe, Dona Marlene Vilaverde Fagundes, é torcedora do Inter assim como vários de seus irmãos e irmãs. Foi com um irmão da minha mãe, o Tio Adão Vilaverde, que vivi como torcedor do Inter a emoção de encontrar pessoalmente um ídolo colorado. Tio Adão morava ali no Morro Santa Tereza, próximo ao Beira Rio. Fui fazer uma visita. Quando me aproximei do prédio e toquei no porteiro eletrônico, notei que estava saindo um cara. E não era um cara qualquer. Era Paulo Roberto Falcão, sempre elegante e educado além de jogar uma barbaridade. 

O Falcão era o meu jogador preferido do Inter, camisa cinco do meu time de botão. Logo ele seria da Seleção Brasileira e depois se tornaria o Rei de Roma. Até hoje um craque de cidadão. Ele me olhou, cumprimentou-me. Fiquei uns quatro minutos parado enquanto o Falcão ia embora.

Ele morava no mesmo prédio do meu tio. Aquela cena serviu de aprendizado para mim, mesmo que a gente não conheça uma pessoa, devemos tratar com respeito e educação pois pode estar ali bem à sua frente um grande admirador do seu trabalho e da sua arte. Por trabalhar na RBS TV, ás vezes, encontro com ele e confesso: ainda fico nervoso. 

Pai Herói

Me lembro do cantor Fábio Jr. fazendo toda a minha família chorar em frente à televisão lá no Alegrete cantando uma música que ele tinha feito para o seu pai chamada Pai Herói. 

Pensei (e olha que nem namorada eu tinha): será que eu terei filhos e meu pai poderá brincar de vovô com eles que nem o pai do cantor? Graças à Deus o meu pai, Bagre Fagundes, o cara que me fez ser do Inter, pode brincar de vovô com meus filhos no tapete da sala de estar ou no Beira Rio. Sou casado com uma torcedora do Inter, a Cristina Cardoso. Ela pode confirmar que, quando ficamos juntos pela primeira vez, perguntei para qual time torcida. Ela me deu dois filhos maravilhosos e torcedores do Inter: a Marina e o Matheus. São eles que me fazem continuar mantendo cada vez mais forte essa nossa Paixão Colorada! Domingo tem Gre-Nal, mas isso eu escrevo na segunda-feira. Paz no estádio para todos e corneta liberada para quem vencer. Mas com moderação.


 
 
 
 
 
 
 
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