Lelê Bortholacci: o mundo inteiro assiste incrédulo ao que está acontecendo no Brasil - Esporte - Diário Gaúcho

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Alerta mundial28/03/2020 | 09h00Atualizada em 28/03/2020 | 09h00

Lelê Bortholacci: o mundo inteiro assiste incrédulo ao que está acontecendo no Brasil

Nosso governo investe numa campanha que prega exatamente o contrário do que pede os líderes do planeta

Lelê Bortholacci: o mundo inteiro assiste incrédulo ao que está acontecendo no Brasil Lauro Alves/Agencia RBS
RS já registra duas morte pelo coronavírus Foto: Lauro Alves / Agencia RBS
Lelê Bortholacci
Lelê Bortholacci

lele@atlantida.com.br

O mundo inteiro assiste incrédulo ao que está acontecendo no Brasil. Enquanto quase todos os líderes do planeta se empenham em pedir que as pessoas fiquem em casa para evitar a propagação do coronavírus, nosso governo investe  numa campanha publicitária que prega exatamente o contrário, pedindo para que voltemos à "normalidade", ou seja, saiamos de casa. 

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Nas poucas certezas que temos sobre esta terrível doença, algumas delas estão sendo solenemente ignoradas pelo governo federal. O isolamento social — ou quarentena, se preferir — é o que, comprovadamente, diminui a proliferação. Após a chegada do vírus a um país, o aumento de casos — e, por consequência lógica, de mortes — é exponencial, ou seja, a disparada dos números é inevitável. E quando isso acontecer, não haverão vagas para todos os doentes nos hospitais. Nem com os leitos extras que estão sendo criados no país. 

E quando eu cito "doentes", não estou falando apenas dos que estarão com a covid-19. Com hospitais lotados, se alguém precisar de internação por qualquer que seja a enfermidade, não vai conseguir. Você consegue entender o tamanho do problema que se avizinha? E que ele pode ser severamente diminuído se ficarmos em casa AGORA? É o legitimo caso do horror no fim do túnel.

Queremos soluções

Para nós, aqui no RS, há uma esperança. O diálogo franco e sensato entre o governador e os prefeitos. Fica claro que todos estão preocupados em salvar vidas, prioritariamente. E acertam. Que a economia terá momentos difíceis, ninguém tem dúvida. Mas gerar picuinhas pessoais e políticas em meio a maior crise sanitária mundial do século, não vai resolver nada. Salve o diálogo. Salve a união! Queremos soluções. É para isso que elegemos líderes.

 
 
 
 
 
 
 
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