Lelê Bortholacci: quando os exemplos não convencem - Esporte - Diário Gaúcho

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Paixão colorada30/03/2020 | 08h00Atualizada em 30/03/2020 | 08h00

Lelê Bortholacci: quando os exemplos não convencem

Com toda a sinceridade, eu não sei qual o objetivo do nosso presidente

Lelê Bortholacci: quando os exemplos não convencem Isac Nóbrega/Divulgação/Presidência da República
Bolsonaro faz questão de deixar público e notório que de nada adiantam as recomendações de seus próprios ministros Foto: Isac Nóbrega / Divulgação/Presidência da República
Lelê Bortholacci
Lelê Bortholacci

lele@atlantida.com.br

Com toda a sinceridade, eu não sei qual o objetivo do nosso presidente. A quantidade de exemplos que temos disponíveis para entendermos o tamanho do estrago que o novo coronavírus causa é muito significativo. Não só pelos números assustadores de onde a pandemia já se espalhou, mas ainda mais pela consistência das opiniões das principais autoridades políticas e médicas do mundo todo.

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O que faz Bolsonaro negar tudo isso? Como se não bastasse a negação do que a ciência comprova, o presidente faz questão de deixar público e notório que de nada adiantam as recomendações de seus próprios ministros, especialmente — e incrivelmente — o da Saúde. Logo quem ele deveria ser mais escutado neste período, afinal de contas, estamos falando de uma questão de saúde pública mundial.

No último sábado (28), o ministro Mandetta deu longo depoimento ressaltando o perigo do alastramento da doença e a necessidade imediata das pessoas ficarem nas suas casas. Na manhã de domingo, Bolsonaro contrariava a recomendação e passeava pelo comércio do Distrito Federal, tirando fotos e se aglomerando com populares, alguns deles idosos, o principal grupo de risco. Surreal.

Desleixo de Bolsonaro

Enquanto isso, os números e a curva gráfica seguem aumentando, exatamente como ocorreu nos países onde a pandemia, hoje, mata quase mil pessoas por dia. Coincidentemente, nestes locais, as autoridades encararam a fase inicial da doença com o mesmo desleixo de Bolsonaro. Será que os exemplos existentes não são suficientes pra convencê-lo a mudar de ideia? 

 
 
 
 
 
 
 
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