José Alberto Andrade: os passos atrás do futebol - Esporte - Diário Gaúcho

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Mudanças11/05/2020 | 08h00Atualizada em 11/05/2020 | 08h00

José Alberto Andrade: os passos atrás do futebol

Dentro e fora de campo, haverá um mundo novo no esporte

José Alberto Andrade: os passos atrás do futebol André Ávila/Agencia RBS
A única coisa que não diminuirá será a paixão do torcedor que estará turbinada pela abstinência Foto: André Ávila / Agencia RBS
José Alberto Andrade
José Alberto Andrade

ze.alberto@rdgaucha.com.br

Não cobrem do futebol, quando as coisas se normalizarem, aquilo que ele apresentava antes da pandemia. Dentro e fora de campo, haverá um mundo novo no esporte. Como diz a canção: "Nada será como antes... amanhã ou depois de amanhã".

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Como em praticamente todas as áreas de atividades, teremos, não sabemos dentro de quanto tempo, um ambiente de crise. Todos os clubes estarão com menos dinheiro porque seus sócios, patrocinadores e parceiros estarão com menos dinheiro. As federações e confederações são sustentadas por clubes e, consequentemente, não escaparão do empobrecimento, o que acabará se refletindo, infelizmente, nos profissionais que vivem da atividade.  

Não é nenhuma previsão apocalíptica prever que os ricos serão menos ricos e que os médios serão apequenados. Quanto aos pequenos clubes, pairará sobre eles a ameaça até de uma volta ao amadorismo para experimentarem uma recuperação futura. Os parâmetros serão mudados, todos para baixo, e quem não encarar com a humildade e resignação necessárias vai cavar um buraco ainda mais fundo para si.  

Até na hora da retomada dos jogos, teremos espetáculos provavelmente mais pobres em função da defasagem técnica e física dos jogadores que nunca pararam por tanto tempo coletivamente. Temos uma tênue esperança de jogos no Rio Grande do Sul em agosto, e com portões fechados. 

As bandeiras do coronavírus hoje estão sendo mais importantes do que as das equipes. A única coisa que não diminuirá será a paixão do torcedor que estará turbinada pela abstinência. No dia em que a bola rolar novamente, ninguém estará cobrando o espetáculo. E assim seguiremos por um bom tempo, sem satisfazer os olhos, mas com o coração recuperado. 

 
 
 
 
 
 
 
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