Lelê Bortholacci: a irresponsável volta do futebol carioca - Esporte - Diário Gaúcho

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Paixão colorada01/06/2020 | 08h00Atualizada em 01/06/2020 | 08h00

Lelê Bortholacci: a irresponsável volta do futebol carioca

Dirigentes de clubes do Rio falam em possibilidade de retomar o Estadual ainda em junho

Lelê Bortholacci: a irresponsável volta do futebol carioca Félix Zucco/Agencia RBS
Maracanã pode voltar a receber jogos ainda neste mês Foto: Félix Zucco / Agencia RBS
Lelê Bortholacci
Lelê Bortholacci

lele@atlantida.com.br

Uma diferença que já era gritante dentro dos gramados, agora salta aos olhos do grande público também fora dele. Enquanto os principais campeonatos europeus começam a voltar gradualmente em países onde o pico da pandemia já passou e a vida, efetivamente, está voltando ao normal, aqui estamos vendo exatamente o contrário. 

Em especial, no Rio de Janeiro, onde os hospitais estão chegando ao seu limite, o número de contaminados e mortos aumenta todos os dias e, inacreditavelmente, já se fala em voltar com o futebol em meados de junho. É uma irresponsabilidade gigantesca. 

Mas, confesso, não me surpreende. Acompanhando como a pandemia está sendo tratada no Brasil, desde sua chegada, esse é apenas mais um ato que mostra o quanto é ignorado o tamanho do problema. 

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Primeiro era "só uma gripezinha". Não era. Depois, "não vão morrer mais do que 800 pessoas no Brasil". Errado. Apenas no próprio Rio de Janeiro, já passamos de 5,3 mil mortos, a curva continua ascendente e as evidências científicas mostram que esse número será bem maior. 

É desanimador, é desesperador

Hoje, o Brasil é o epicentro mundial da doença, não temos sequer um ministro da saúde, as denúncias de corrupção envolvendo compras de equipamentos para os hospitais tem, no Rio de Janeiro, um de seus maiores focos, mas, mesmo assim, querem a volta do futebol por lá. Daqui duas semanas. É desanimador. É desesperador. Mas é o Brasil.

 
 
 
 
 
 
 
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