Luciano Périco: tubo ou nada - Esporte - Diário Gaúcho

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Adequação07/07/2020 | 09h00Atualizada em 07/07/2020 | 09h00

Luciano Périco: tubo ou nada

Jornalistas terão que se adaptar à nova forma de transmitir os jogos na volta do futebol

Luciano Périco: tubo ou nada Lucas Amorelli/Agencia RBS
É muito melhor voltar com limitações do que ter uma quebradeira de clubes e fechamentos de postos de trabalho Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

A volta do futebol no Gauchão, Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores terá um número mínimo de profissionais de imprensa credenciados para acompanhar as partidas in loco nos estádios. Mais do que nunca, será o período dos tubos — jogos transmitidos direto dos estúdios das emissoras de rádio ou televisão ou até mesmo da casa dos profissionais, como a Rádio Gaúcha tem feito no projeto “Saudade do Esporte”. 

O rígido protocolo preparado pela FGF e que deve ser seguido pela CBF, aponta que somente um repórter da emissora detentora dos direitos de transmissão, poderá ser credenciado nas partidas do Gauchão. Narrador e comentarista também estarão no posto montado no estúdio. 

Todas as demais emissoras de rádio terão que fazer o jogo à distância. Sem repórter no local. Valerá o mesmo para as rádios que transmitem pela internet e repórteres de sites e mídia impressa. Todo mundo de olho na telinha para contar tudo do jogo. Ou tubo ou nada. Os fotógrafos e cinegrafistas poderão estar um número maior, porque trabalho com a imagem necessita mais profissionais. 

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Noto que alguns colegas se mostram indignados com tal medida. Falam em benefícios para poucos. Porém não se dão conta de que tudo está sendo feito é para preservar todo mundo. Claro que eu, o Pedro Ernesto, o Gustavo Manhago e o Marcelo De Bona gastaríamos de narrar as histórias tendo os personagem há poucos metros de distância. 

Os comentaristas também. Mas não é possível. Seria uma imprudência, estaríamos expostos de forma desnecessário, mesmo que a área física das cabines de Arena e Beira-Rio tenha bastante espaço que evitaria aglomeração. O número de testagens seria muito maior e o custo também.

A medida não vai deixar ninguém fora do baile. A televisão deve fazer um esforço para conseguir disponibilizar imagens de todos os jogos através do canal aberto, pay-per-view e internet. E olhem só, se não fossem adotadas as limitações, o futebol poderia não ser liberado pelo grande número de pessoas envolvidas, quando tudo está normal. Alguns profissionais precisam entender que estamos vivendo um novo momento. Sem futebol, até mesmo muitos empregos na área estariam em risco. 

Ainda no trabalho da imprensa, na sala de coletivas será instalada uma câmera que vai captar som e imagem. Um jornalista da FGF fará as perguntas dos colegas dos veículos de comunicação, que enviarão os questionamentos através de WhatsApp. Portanto, é muito melhor voltar com limitações, do que ter uma quebradeira de clubes e fechamentos de postos de trabalho na imprensa. É a velha máxima da nova normalidade. Se tudo der certo — e acredito que tudo vai se ajeitar — poderemos retomar a situação anterior. Vai passar.

 
 
 
 
 
 
 
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