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Paixão Colorada13/10/2021 | 06h00Atualizada em 13/10/2021 | 06h00

Lelê Bortholacci: uma história com um fim que não queríamos

Relação do Inter com Paolo Guerrero chega ao momento de despedida

Lelê Bortholacci: uma história com um fim que não queríamos Marco Favero / Agencia RBS/Agencia RBS
A se confirmar a rescisão de contrato, o peruano deixa o clube sem ter conquistado nenhum título Foto: Marco Favero / Agencia RBS / Agencia RBS
Lelê Bortholacci
Lelê Bortholacci

lele@atlantida.com.br

A relação de Paolo Guerrero com o Inter vai chegando ao fim de uma maneira bem diferente do que a grande maioria da torcida sonhou. A se confirmar a rescisão de contrato, o peruano deixa o clube sem ter conquistado nenhum título, além de uma marca extremamente negativa — e muito importante na aldeia — de não ter feito nenhum gol em Gre-Nal.

É uma pena, mas a história não perdoa. Se jogadores de menor expressão no futebol passaram pelo colorado e levantaram as mais diversas taças, Paolo, um ícone em seu país e em seu continente, além de ter sido protagonista no último Mundial conquistado por um clube sul-americano, se despede sem, ao menos, ter vencido um Gauchão.

Evidentemente temos de considerar todo o contexto quando se fala de um esporte coletivo, ainda mais no nosso caso com vices nacionais em 2019 e 2020, mas eu lamentarei para sempre que a passagem dele pelo Beira-Rio termine assim. Como lamento até hoje Gamarra, Taffarel, entre outros gigantes da história do futebol mundial que vestiram nosso manto sagrado em épocas que as grandes conquistas não aconteceram.

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Guerrero soube valorizar o Inter

Tenho certeza de que ele também não sai satisfeito. E eu também não esquecerei que ele soube valorizar o clube que o acolheu no momento mais difícil de sua carreira chegando a abrir mão de defender a seleção de seu país para jogar pelo Inter. E algo que, para mim, é muito importante: sempre correspondeu à idolatria das crianças. Pois são elas as que mais precisam de carinho e atenção em épocas de "vacas magras".

 
 
 
 
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