As fotos, os certificados de participação em presépios de Natal e os arreios. É tudo o que sobrou para o fotógrafo Jorge Adalberto Adam, 54 anos, lembrar da jegue Xuxa.
O animal, que é a única fonte de renda da família de Sapucaia do Sul, desapareceu do campo na noite entre os dias 25 e 26.
Xuxinha, como era chamada, estava com o fotógrafo havia 21 anos. Todas as manhãs, Jorge e a mulher, Noraci Martins Vaz, 46 anos, buscavam o jegue na cocheira, o penteavam, passavam graxa nas patas e o colocavam no reboque do Corcel azul. Depois, rumavam para cidades do Vale do Sinos, além de Gravataí e Cachoeirinha. Mansa, Xuxa, aceitava numa boa que crianças a montassem para as fotos.
- Animal sumiu do pasto
À tarde, Jorge deixava o bicho em um campo, a três quadras de casa, na Avenida Teodomiro Porto da Fonseca, Bairro João de Barro. De lá, Xuxinha só saía no dia seguinte. No dia 26, porém, ele foi buscá-la e não a encontrou.
– Sem ela estamos sem trabalho. É o nosso único ganha-pão – lamentou o fotógrafo.
A falta de Xuxa compromete o orçamento da família, que produzia cerca de cem fotos por quinzena, a R$ 10 cada. Desesperado, Jorge rodou Sapucaia e Esteio em busca do animal:
– Ninguém viu. Deve estar presa num pátio. Pensa bem, 21 anos com o animalzinho. Se ela me ver, vem correndo. É da família.
Para ajudar
- Xuxa é cinza e a urina é avermelhada, devido a uma lesão na bexiga. Se você tiver alguma informação, pode entrar em contato com Jorge pelo telefone 3453-5796.





