Autor do crime alegou que defendia o patrimônio do colégio, mas o disparo ocorreu do lado de fora.
O autor do tiro foi um vigilante, de 31 anos, da escola estadual Santa Isabel, no Bairro Santa Isabel. Ele teve seu revólver calibre 38 apreendido pela polícia e foi liberado pelo delegado de plantão após depor. O vigilante alegou que estava protegendo o patrimônio público. Disse que Júnior e outros jovens teriam invadido a escola e atirado contra ele.
- Nenhuma arma foi encontrada
Mas nenhuma arma foi encontrada com o adolescente diante do muro com mais de 3m de altura nos fundos da escola. Os vizinhos garantem: só um tiro foi ouvido na madrugada.
– Deu para ouvir direitinho, porque foi num momento que o ensaio da escola de samba, lá no fundo, parou. Eu ouvi o tiro e um pouco depois aqueles meninos vieram pedir socorro para mim – conta uma vizinha.
Júnior aproveitava a visita de um primo vindo de Cachoeirinha e, com um grupo de seis amigos, iria ao ensaio da escola de samba Vila Isabel. Os jovens declararam que teriam se apoiado no muro para espiar a movimentação na quadra da escola. Ali, teriam sido surpreendidos pelo vigilante.
- “Como liberam esse homem?”
O pai de Júnior, José Édio da Silva, ainda tentava achar uma resposta para a morte violenta do filho ontem à tarde. Quando chegou ao Bairro Santa Isabel, vindo da praia na madrugada de sábado, viu o filho estirado diante da escola. A esperança de justiça dele está na abertura do inquérito hoje, pela 2ª DP de Viamão.
– Não consigo entender como a polícia liberou esse homem. O cara atirou a sangue-frio no meu filho, uma criança, e vai continuar na rua? – lamentava.
Criado pelo pai e pela avó, Júnior completou 17 anos na quinta passada e não tinha qualquer envolvimento com o crime. Neste ano, ele concluiria o ensino médio.




