Império da Zona Norte: a escola que inventou o luxo - Diário Gaúcho

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14/02/2011 | 06h40

Império da Zona Norte: a escola que inventou o luxo

Agremiação levou sete anos para conquistar seu primeiro título

Império da Zona Norte: a escola que inventou o luxo  Marcelo Oliveira  /
A ala de baianas é um dos destaques da Império Foto: Marcelo Oliveira
Se no Rio de Janeiro a Beija-Flor revolucionou os desfiles, em 1976, acabando com uma longa hegemomia de Portela, Mangueira, Salgueiro e Império Serrano, e introduzindo o luxo no Carnaval, em Porto Alegre, tarefa similar foi executada pela Império da Zona Norte.

Fundada em 1975, a Império levou apenas sete anos para conquistar seu primeiro título no grupo principal. Em 1982, surpreendeu ao levar para a avenida novidades com uma comissão de frente coreografada. O tema foi futurístico: Contatos Imediatos de Terceiro Grau.


- Revolucionária

Após a vitória em 1982, a Império passou por altos e baixos, num longo jejum de campeonatos. Enquanto isso, Bambas da Orgia, Imperadores do Samba e Estado Maior da Restinga monopolizavam os títulos.

Após ter passado até pelo então Grupo Intermediário B (terceira divisão), a Império, capitaneada pelo atual presidente da Associação das Entidades Carnavalescas, Antônio Ademir Moraes, o Urso, passou por uma reformulação.

Em 2008, acabou com um período de 26 anos de vitórias de apenas três escolas. Mais do que isso, obrigou as demais a buscarem uma reciclagem semelhante. A Império nasceu para revolucionar.

- Império da zona norte

- Fundação: 20 de março de 1975
- Cores: amarela, branca e prata
- Símbolo: dois leões alados coroados
- Bairro: Navegantes
- Presidente: Marco Antônio de Moraes
- Carnavalesco: Dico
- Intérprete oficial: Sandro Ferraz
- Diretor de bateria: Mestre Sandro Gravador
- Mestre-sala e porta-bandeira: Alexandre e Isabel Cristina
- Enredo: Portugal – Terra Mãe Gentil Deste Gigante Chamado Brasil

- Portugal: Terra Mãe Gentil Deste Gigante Chamado Brasil
Autores: J.C. Coelho, Sérgio Manni, Cezinha Oliveira, Fabão, Victor Barsanti e Acioli

Soberana...triunfa a coroa lusitana
No grande baile imperial
Dom Manuel e sua corte
Abençoam o fidalgo navegante
Assim partiu cabral ao novo mundo
Pelos mares de netuno
Chega em “papagalli”...um paraiso tropical
As flechas sagradas de tupã
Se unem aos brasões de além mar
A fé cristã semeia nosso chão
De Portugal veio a colonização

Bem vindo Dom João no cortejo real
Meu povo é só felicidade!
“Abriu os portos”, do seu filho um brado forte
“Independência ou morte!”

Meu samba e o fado se misturam
Festejando as heranças culturais
Jogos de damas, dados e baralho
O dicionário pioneiro de morais

Vinho do porto, culinária sobre a mesa
Na boemia dos botequins
Eu esqueço as tristezas
Vem Zé Pereira, na marcação
Vamos unir nossas bandeiras
“Terra mãe gentil”
Verde e amarelo é o coração do meu Brasil

Imperiano eu sou, me orgulho e sou feliz
Bato no peito... sarandi minha raiz
“Açorianos” selaram minha sorte
Somos os Leões da Zona Norte

DIÁRIO GAÚCHO

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