Versão mobile

09/07/2011 | 08h25

Conheça Fernanda Kuhn, psicóloga do Médicos Sem Fronteiras

Profissional integra uma organização médico-humanitária internacional que leva ajuda às pessoas que mais precisam

Enviar para um amigo
Conheça Fernanda Kuhn, psicóloga do Médicos Sem Fronteiras Mateus Bruxel/
Conheça um pouco do cotidiano desta profissional Foto: Mateus Bruxel

É com uma mochila nas costas que Fernanda Menna Barreto Krum, 35 anos, cumpre suas missões. A gaúcha vinda de Santa Maria ultrapassa os limites da geografia e divide a sua experiência em Psicologia com o mundo. Fernanda orgulha-se em fazer parte dos cerca de 26 mil profissionais que integram o Médicos Sem Fronteiras, uma organização médico-humanitária internacional que leva ajuda às pessoas que mais precisam.

Com as pernas cruzadas como uma criança que brinca de queimada na escola, Fernanda demonstra  simplicidade e tranquilidade, qualidades que carrega na bagagem de sua profissão.

Filha única, ela lembra com carinho de quando saiu da cidade natal ao lado da mãe e do padrasto, os administradores Zuleide Menna Barreto Illana e Jairo Albertani Illana, ambos, hoje, com 54 anos, e rumaram à capital gaúcha. No ensino médio, decidiu que o trabalho comunitário seria a sua trajetória.

Estudou por dois anos e, em 1996, passou no vestibular da Ufrgs para Psicologia. Na época, já apreciava o trabalho dos Médicos Sem Fronteiras, e sabia que era com eles que queria estar. Depois de formada e com experiência na profissão, decidiu que precisava ir em busca do que lhe fazia bem. Através de uma ong, em 2009, descobriu a realidade do Sri Lanka, um país asiático. Antes da viagem, conheceu o seu companheiro Robert Rivers, 34 anos, de Montana, nos EUA, treinador da missão.

- Eu tive dengue lá. Foi a primeira vez da minha vida que fui internada em um hospital e estava sozinha - conta.

Doenças afirmam escolha da psicóloga

Fernanda sabia que o coração da mãe ficaria apertado ao saber. Mesmo assim, cumpriu o pacto familiar.   Independente do que estivesse acontecendo aqui ou lá, um deveria saber do outro. No ano seguinte, viajou para a República do Congo, na África. Foram três meses convivendo com a pobreza e falta de recursos do povo africano. Durante dois deles, Fernanda lutava contra a malária, que contraiu.

- Quando as coisas chegam até nós, como no caso das doenças, percebemos o que queremos. E não tenho dúvida que ajuda humanitária é o meu caminho - orgulha-se.

Projeto é ajudar o povo brasileiro

Fernanda embarcou em janeiro deste ano para a Palestina, um mês depois de ser selecionada para fazer parte do Médicos Sem Fronteiras. Foram seis meses de experiência. A hospitalidade do povo palestino fez com que se apaixonasse pelo trabalho no Oriente Médio. À espera da próxima missão, Fernanda projeta um lugar seu para o qual sempre possa voltar. Dentro dos planos está um centro internacional também:

- Robert e eu queremos oferecer o nosso trabalho aqui no Brasil. Será um lugar para nossos colegas estrangeiros trocarem experiências - revela Fernanda.

Comentar esta matéria Comentários (0)

Esta matéria ainda não possui comentários

Siga o Diário Gaúcho no Twitter

clicRBS
Nova busca - outros