Às 17h de sábado, na praia de Penha, no norte catarinense, o afogamentto de Miguel Araújo Cabral, oito anos, foi evitado pelo salva-vidas Felipe Eduardo Bolduan, 23 anos. No texto a seguir, o pai de Miguel, o morador de Porto Alegre Paulo Fernando Cabral, faz uma homenagem emocionada ao homem que impediu uma tragédia e a quem será grato pelo resto da sua vida:
Por Paulo Fernando Cabral, pastor e teólogo
Somente quem tem um filho socorrido por um salva-vidas é capaz de dimensionar a importância desses servidores nas praias. Enquanto milhares de famílias desfrutam dos diversos benefícios que a orla oferece, um grupo de bravos salva-vidas fica olhando para o mar, à procura de quem precise de sua ajuda.
Recentemente, minha esposa e eu vivemos uma experiência assustadora. Enquanto conversávamos à beira-mar, nosso filho caçula, de oito anos, banhava-se próximo a nós. Alguns poucos instantes de descuido e o perdemos de vista. Enquanto o procurávamos entre tantos banhistas, vimos um salva-vidas sair de dentro do mar com nosso filho. Que cena inesquecível.
Graças àquele salva-vidas, nosso final de semana não foi trágico. Graças a esse tipo de serviço prestado por esses bravos homens, muitas famílias tiveram seus entes queridos resgatados do mar. Fico a me perguntar: quantas pessoas foram salvas durante a temporada de verão nas praias gaúchas, graças à dedicação e à bravura dos salva-vidas?
Agradeci àquele homem diversas vezes. Serei grato a ele a vida inteira! Minha motivação em escrever este artigo é encorajar todos aqueles que frequentam nossas praias a expressar seu respeito e gratidão a todos os salva-vidas, pois o reconhecimento da sociedade desse relevante trabalho motivará nossos governantes a valorizar cada vez mais esse serviço essencial em nossas praias.
Assim como tanto se fala sobre políticas públicas que visem aumentar a segurança nas estradas e nas vias públicas, também é importante ter o mesmo cuidado com a segurança dos banhistas em nossa orla, que passa necessariamente por aumentar o número de salva-vidas e valorizar esses bravos defensores da vida. Meu filho que o diga.





