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Sem polícia

Linha do tempo: confira a cronologia da greve dos PMs na Bahia

Paralisação chega ao nono dia nesta quarta-feira com ameaça de encerrar os festejos de Carnaval

08/02/2012 - 05h20min

Atualizada em: 08/02/2012 - 05h20min


Já no nono dia de paralisação dos policiais militares na Bahia, mais de 500 pessoas se concentram na sede do Legislativo do Estado e prometem resistir no prédio, invadido na madrugada de segunda-feira. A 50 metros do prédio, é possível ouvir os cânticos dos policiais: "a PM parou, o Carnaval acabou, ô ô ô".

Porém, não são só os festejos que estão ameaçados na pátria do Carnaval de rua. A paralisação provocou uma onda de violência sem precedentes na Bahia, com disparada no número de homicídios e de saques a estabelecimentos comerciais. Já foram contabilizados 120 assassinatos desde o início da greve.

Como os PMs cruzaram os braços, cabe ao Exército e à Força Nacional de Segurança Pública patrulhar as ruas de Salvador. O Pelourinho, o Jardim de Alá e os principais terminais de transbordo de ônibus da capital baiana foram ocupados pelos militares das Forças Armadas. Nem isso conseguiu impedir saques generalizados.

No bairro Pernaúbas, homens mascarados obrigaram o comércio a fechar as portas, sob ameaça de depredação. Em Periperi, no subúrbio, cartazes foram colados nos muros, ordenando que as lojas e bares não abrissem.

Confira na linha do tempo, o histórico da greve dos PMs baianos:

31 de janeiro


Após assembleia de uma das nove associações que representam a categoria, PMs entram em greve por tempo indeterminado na Bahia. O governo não reconhece o movimento.

1º de fevereiro


Por meio de liminar, a Justiça decreta a ilegalidade da greve de policiais militares. Começam a chegar a Salvador contingentes da Força Nacional de Segurança e do Exército para atuar no policiamento. Policiais em greve entram em confronto com militares em exercício.

2 de fevereiro


Salvador registra alta do número de assassinatos e de ataques ao comércio. Shows são cancelados e lojas fecham com a onda de violência.

3 de fevereiro


Pelo menos cinco lojas de eletrodomésticos foram saqueadas em bairros centrais de Salvador. Segundo testemunhas, grupos grandes de mais de 30 pessoas, a maioria encapuzada e algumas armadas, promoveram o arrombamento e o furto de mercadorias dos estabelecimentos que estavam fechados na hora dos ataques.

4 de fevereiro


O governador da Bahia, Jaques Wagner, diz que os PMs em greve promovem um "banho de sangue" para amedrontar a população baiana. Manifestantes continuam com onda de saques e incendeiam lojas.

5 de fevereiro


Um dos 12 policiais grevistas que tiveram a prisão decretada pela Justiça é detido. O PM é suspeito de formação de quadrilha e roubo de um carro da corporação. O Exército usa blindados Urutu para patrulhar as ruas de Salvador.

6 de fevereiro


Invadida por grevistas, a Assembleia Legislativa da Bahia é cercada por tropas do Exército. A luz é cortada no local, e manifestantes e militares entram em confronto.

7 de fevereiro


Reunião entre policiais e governo termina sem acordo. Polícia Federal prende segundo líder da greve da PM na Bahia.


Foto: Margarida Neide/AE

 
Foto: RAUL SPINASSÉ/AE

 
Foto: CLAUDIONOR JUNIOR/AE

 
Foto: ARESTIDES BAPTISTA/AE

 
Foto: Lúcio Távora/AE

 
Foto: Adenilson Nunes/SECOM

 
Foto: Lúcio Távora/AP

 
Foto: Arquidiocese de Salvador/Divulgação


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