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Busca06/02/2012 | 21h44

Polícia caça suspeitos da morte de PM no Bairro Restinga

Dois homens foram identificados e estão sendo procurados

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Polícia caça suspeitos da morte de PM no Bairro Restinga Reprodução/Polícia Civil
Felipe Lopes da Silva (E) e Paulo Cesar Galvao dos Santos são suspeitos do crime Foto: Reprodução / Polícia Civil

A confissão em uma mensagem de texto surpreendeu até mesmo os policiais que a encontraram. Nas três linhas registradas, às 17h43min do dia 22 de janeiro, Felipe Lopes da Silva, 23 anos, anunciava:

– Ô meu, eu matei um cara e as armas estão na máquina.

Os PMs rastreavam os responsáveis pela morte do PM da reserva Carlos Vinícius Silvestre, 47 anos, baleado no dia 21 de janeiro, que resistiu por dois dias.

Na prainha com a família, Samir Luiz dos Reis Meireles, 28 anos, o Batata, recebeu a mensagem. Quando voltou para casa deparou com a moto vermelha de Felipe no pátio, um revólver calibre 38 e uma pistola 380, dentro da máquina de lavar roupas. A ideia seria "esfriar" os objetos utilizados no crime até que o assunto não estivesse mais em evidência na polícia.

Assim começou a se desenhar a caça à dupla que teria executado Carlos Silvestre. Conforme apurou o delegado Luciano Coelho, titular da 16ª DP, Felipe estaria acompanhado de Paulo Cesar Galvão dos Santos, 38 anos. Os dois estão com a prisão preventiva decretada pela Justiça, indiciados por latrocínio (roubo e morte).

– Agora é uma questão de tempo para pegar eles – avisou o delegado.

Os dois foram reconhecidos por testemunhas do crime. Foram elas que ajudaram o delegado a reconstituir o que se passou dentro da padaria naquele domingo. Ao entrar na padaria, o PM aposentado seguiu direto para o balcão e não percebeu que um assalto estava em andamento. Estranhou o nervosismo do atendente:

– Que é isso rapaz, por que tá tremendo? – chegou a perguntar.

Nesse instante, Felipe que estava recolhendo o dinheiro do caixa passou a arma para Paulo Cesar. Ao perceber o que se passava, a mulher saiu de fininho, caso o marido percebesse o que estava se passando, reagiria com certeza. E foi o que aconteceu.

Sabe do paradeiro deles? Ligue para 3250-1133 ou 3250-1188. Não é preciso se identificar.

DIÁRIO GAÚCHO

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