Gaúcho, Leonardo Machado fala sobre personagem em O Tempo e o Vento - Diário Gaúcho

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11/03/2012 | 14h12

Gaúcho, Leonardo Machado fala sobre personagem em O Tempo e o Vento

Megaprodução começa a ser rodada no Estado no final de março

Gaúcho, Leonardo Machado fala sobre personagem em O Tempo e o Vento Carlos Macedo/Especial
Severo (D) vai no detalhe Foto: Carlos Macedo / Especial

O ator gaúcho Leonardo Machado será o mercador Marciano Bezerra na megaprodução O Tempo e o Vento, adaptação para o cinema do clássico de Erico Verissimo, que será rodado no Estado a partir do fim deste mês, começando por Pelotas. Na quinta-feira, aconteceu a primeira prova de figurinos na Capital, sob o comando do figurinista da TV Globo e carnavalesco Severo Luzardo Filho. O Olá! bateu um papo com Leonardo, que falou sobre a realização de fazer parte do filme com direção de Jayme Monjardim. A estreia nos cinemas será em 2013.

O personagem

– O Marciano é um dos fundadores de Santa Fé. É ele quem leva Ana Terra (que será interpretada por Cleo Pires) pra lá. Ele chega no rancho da família dela, que foi dizimada, e sinaliza para ela e para o filho a possibilidade de ir para este novo povoado que está sendo construído. É um personagem importante da história, com uma trajetória muito interessante. Ele vai dos 40 aos 104 anos e acompanha todos os momentos históricos deste período, além do nascimento de todos do povoado. O primeiro parto que Ana Terra faz é do filho dele.

Ligação com as origens

– Tem um sabor diferente participar desta produção, porque está contando um pouco da nossa origem, desta história um pouco cruel e bélica, mas muito bonita culturalmente. Fico feliz por fazer esta obra incrível do Erico, pela força que tem esta história, pela pesquisa antropológica do Erico e pela identificação que tem com o povo gaúcho.

Preparação

– Estou me preparando a vida inteira para isto. Eu gosto muito da nossa cultura e pesquiso bastante sobre ela. Devo começar a gravar em abril, em Bagé, e a minha família mora lá! Então, estarei perto de casa. A partir da semana que vem, já devemos começar a fazer laboratório. Estou bastante ansioso, apesar de ter vivido até os 18 anos em uma estância. Já estou habituado com esta questão do campo, do regionalismo. Tento manter isto para entender quem eu sou e nunca perder esta raiz, este pé na terra.

Figurino

– É lindo! Só de vestir, já ganho uma postura diferente. Marciano é um mercador, um homem de posses. Era um lançador de tendências. Os melhores tecidos, as melhores roupas, ele tinha. A gente tem muita referência só do tempo da guerra, das pessoas paupérrimas, mas não era só isto. Eles tinham esta imponência, este cuidado com detalhes, como os cintos, as roupas de lã, os tecidos, que eram caros. Quem usava uma roupa com bom tecido tinha outro status na sociedade. E é assim até hoje (risos)!

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